
Ficou no quase. Apesar de o Cianorte depender apenas de seu próprio esforço para realizar o sonho de uma inédita classificação para a decisão do Paranaense, a simples, mas organizada equipe do Noroeste terá agora de recomeçar do zero.
Ontem à tarde, no Estádio dos Pássaros, em Arapongas, os comandados do técnico Paulo Turra mantiveram a invencibilidade de 11 rodadas no Estadual, mas só empataram por 1 a 1 com os donos da casa mesmo com um jogador a mais nos últimos 30 minutos de jogo. Além de dar o título do turno ao Atlético, o resultado também adiou a chance de o clube garantir antecipadamente o objetivo mais importante do ano: calendário.
"Não é qualquer dia que alguém faz uma campanha igual a do Cianorte. Disse isso aos meus jogadores no vestiário. A diferença de um clube grande para um pequeno é enorme. Mas vamos mais fortes para o returno. Na quarta-feira já enfrentamos o Iraty para continuar na briga pelo título do Interior, Série D e Copa do Brasil", afirmou Turra, claramente abatido pela perda de uma conquista que chegou a ser palpável.
Quando Edmilson levou o segundo cartão amarelo (14/2.º) e deixou o Arapongas com um jogador a menos, a empolgada torcida cianortense comemorou como se o título fosse questão de minutos. Bastava um gol para a tão antecipada vaga na final. Mas mesmo com uma pressão absurda para cima dos donos da casa, a salvação não veio.
Pelo contrário. Em um contra-ataque fulminante aos 41 minutos, o lateral-esquerdo Edinho matou a esperança do Leão com um leve toque que venceu o goleiro Fabrício. O zagueiro Ligger ainda empatou de cabeça nos acréscimos, mas de nada adiantou o último suspiro. O pequeno que tinha chance de se sentir grande foi barrado por um adversário direto pelo posto de terceira força do Estadual.
"Dificultou muito o fato de estarmos com um a menos. Precisamos praticamente entrar no gol para defender. Mas no final ficamos tristes com a vitória que deixamos escapar", definiu Edinho, um dos mais experientes do Arapongão, que fechou o turno na quarta colocação.
Durante os minutos finais do duelo, um jogador do Arapongas que estava vetado e assistia ao confronto da arquibancada revelou à reportagem que o bicho pela vitória era mais gordo do que o normal, mas desconversou sobre um possível incentivo do Atlético, que era maior interessado direto.
Agora, resta ao Cianorte levantar o moral para tentar, no returno, alcançar a decisão. Na última vez que um clube de fora da capital chegou à final, em 2007, o Paranavaí levantou a taça.
"Nesse momento a dor é tão grande porque esse time merecia ter ganhado. Mas pelo que conheço desses jogadores, vamos lutar para poder vencer o segundo turno e ainda disputar o Paranaense. Não vamos desanimar. A luta continua", fechou Marco Franzato, presidente do Cianorte.
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