Dortmund – A prevista virilidade do time de Gana se concretizou dentro de campo. Mas sem violência, de acordo com os brasileiros. "Eles chegaram junto, mas não foram desleais em momento algum", afirmou Juninho Pernambucano. "Eles não têm noção da força deles e às vezes exageram na dividida. Não entram na maldade", atestou Ricardinho.

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A brutalidade africana teve conseqüências. Pelo menos três jogadores terminaram a partida reclamando de dores. Émerson, o caso mais delicado, foi substituído no intervalo com problema no ligamento do joelho direito. Kaká saiu do gramado mancando, sentindo lesões no joelho e no tornozelo direitos. Reclamou muito. Lúcio também registrou incômodo na coxa direita.

Apesar de não demonstrar muita preocupação com os três casos, o médico da seleção José Luiz Runco comentou a situação do volante Émerson. "Temos de esperar 24 horas para saber se houve rompimento do ligamento", resumiu. Segundo o próprio atleta, sua saída teve a intenção de poupá-lo de algo mais grave, além de permitir a entrada de um companheiro em melhores condições. "Já estava 2 a 0, não precisava forçar. Podia até agravar minha contusão", explicou.

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Completando o quarteto do departamento médico, o atacante Robinho passou o dia em tratamento intensivo. Hoje, ele será reavaliado da lesão na coxa direita sofrida no treino de sábado. "Caso ele esteja bem, a idéia é colocá-lo para fazer alguma atividade ainda durante a tarde", explicou Runco. Voltando aos trabalhos até amanhã, o camisa 23 tem chances de voltar nas quartas-de-final – sábado, às 16 horas (de Brasília), contra a França.

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