Um ao céu, outro ao inferno. Um gol contra do zagueiro Irineu decretou a vitória de 1 a 0 do Grêmio sobre o Flamengo, neste domingo, no Olímpico. O resultado colocou o time gaúcho na zona de classificação para a Libertadores e afundou de vez os cariocas, que agora estão na lanterna do Campeonato Brasileiro.
As duas equipes voltam a campo na quarta-feira. O Grêmio reedita a famosa "Batalha dos Aflitos" contra o Náutico, em Recife. O Flamengo tem jogo de seis pontos contra o América-RN, no Rio de Janeiro.
Confusão e um pouco de futebol
Teve de tudo no primeiro tempo. Para o bem e para o mal. O Flamengo surpreendeu e foi a campo com a leveza de quem está longe de uma crise. Nem parecia um insistente morador da zona de rebaixamento. Nos primeiros dez minutos, trocou passes, fez a bola circular pelo campo ofensivo, ditou o andamento da partida. Foram duas boas chances para o Rubro-Negro. Aos cinco, Leo Moura chutou cruzado da direita. Saja desviou para escanteio. Aos sete, Leo Medeiros cruzou, a zaga ficou parada, Patrício não cortou, e Souza, na segunda trave, cabeceou com perigo. O goleiro gremista fez grande defesa.
Mesmo atrapalhado, o Grêmio aos poucos conseguiu se estabilizar. Carlos Eduardo cresceu na parada. Aos 11, ele fez bela jogada pela ponta esquerda e mandou uma patada na direção da área. Tuta não alcançou. Cinco minutos depois, o garoto Anderson, com a cabeça toda enfaixada devido a um corte, deixou dois para trás e mandou para a área. Ramon não alcançou, Bruno cortou e Tcheco, no rebote, tentou concluir, mas sem sucesso.Souza dá uma cotovelada em Tcheco e é expulso
Até que era um bom jogo no Olímpico, mas aí os jogadores resolveram deixar o futebol de lado. Em uma cobrança de falta para o Grêmio, o Flamengo tentou enrolar, retardar o lance. Tcheco se irritou e resolveu pegar a bola na base do tapa. Foi empurrão e peitaço de um lado, tapa e soco de outro. Quando acabou a confusão, o árbitro, que estava a dois metros da bagunça, resolveu consultar o auxiliar, cinco vezes mais distante. Pipocou feio. Resultado: apenas um amarelo para Tcheco, outro para Thiago.
Se a briga tinha acabado, faltou avisar ao Souza. Na seqüência, o centroavante deixou o braço no rosto de Tcheco. Rua para ele. Com dez, o Flamengo foi obrigado a se retrair. O Grêmio partiu para cima. Bruno fez defesa espantosa em cabeceio à queima-roupa de William. Carlos Eduardo, de longe, buscou o ângulo do goleiro. Quase.
Ataque contra defesa
A desvantagem numérica fez o Rubro-Negro desistir de atacar no segundo tempo. O Tricolor, com Kelly no lugar de Anderson, foi para cima. Em chutes de longe, ameaçou a meta de Bruno. Mesmo assim, encontrou dificuldades. Mas não teve problema: se os atacantes do Grêmio não fazem, Irineu dá um jeito. Em cruzamento de escanteio, o zagueiro tentou cortar de letra e mandou contra o próprio gol. Bizarro. E 1 a 0 para o Grêmio.
Ney Franco perdeu a paciência. O treinador olhou para o banco e ali viu a esperança, que atende pelo nome de Obina. O atacante entrou no lugar do pobre Irineu, ironicamente aplaudido pela torcida gremista. Mas não pôde fazer nada. Por mais que o Flamengo tenha buscado o empate, foi o Grêmio, em contra-ataques perigosos, que ficou mais perto do gol.
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