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 | Kaipfa Fembach/Reuters
| Foto: Kaipfa Fembach/Reuters

A saideira de Berlino

O último dia do Mundial de Atletismo marca também a despedida do irrequieto mascote Berlino. O urso de pelúcia virou febre da competição, ao interagir com os atletas. Fez o sinal do relâmpago com Usain Bolt; deitou e rolou com a arremessadora de dardo alemã Steffi Nerius; e foi carregado nas costas, como um urso de pelúcia, pelo alemão Robert Harting, campeão no arremesso de disco.

Berlim - A prova do salto em distância feminino abre hoje, às 11h15 (de Brasília), o último dia de competições no Estádio Olímpico de Berlim. Mas, para o Brasil, será a despedida do Mundial, com Maurren Higa Maggi e Keila Costa.

As esperanças do país pela primeira medalha feminina recaem sobre os saltos de Maurren. Campeã olímpica em Pequim há 366 dias, a saltadora não teve, neste ano, desempenho tão animador como em 2008. Mas garante estar competitiva para tentar um lugar no pódio. Fabiana Murer, do salto com vara, também era cotada como possível medalhista, mas acabou em quinto lugar.

Maurren chegou a Berlim como uma incógnita até para suas principais adversárias – a portuguesa Naide Gomes, a russa Tatyana Lebedeva e a norte-americana Brittney Reese. Competiu apenas cinco vezes em 2009 para poupar o joelho direito. Até agora, sua melhor marca foi conquistada em maio, no GP de Doha (Catar), quando alcançou 6,90 m. "O objetivo era o Mundial e todo o nosso trabalho foi feito pensando nele", argumentou o técnico Nélio Moura.

Já em Berlim, Maurren evitou contato com a imprensa e não fez questão de aparecer para os holofotes. Tudo para manter a concentração. Não colocou os pés no histórico Olympiastadion até sexta-feira, quando entrou na pista azul para disputar sua qualificação. Saltou 6,68 m e passou à final em quinto.

Este é o quarto Mundial de Maurren. Com apenas 23 anos, disputou o torneio de Sevilha, em 1999 – foi à Espanha com a melhor marca do mundo daquele ano, 7,26 m, mais ficou na 8.ª posição. Em Edmonton/2001, foi 7.ª. O drama do doping a tirou dos Mundiais de 2003 (Paris) e 2005 (Helsinque). Após a suspensão de dois anos e a gravidez da filha Sophia (que fará cinco anos em dezembro), Maurren voltou às competições. Participou de Osaka/2007, ficou no 6.º lugar e, no ano seguinte, encontrou a glória em Pequim, festa de um ano atrás que a brasileira não quer encerrar hoje.

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