Uma nova acusação pode complicar a situação da McLaren, que terá de se explicar junto ao Conselho da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no próximo dia 26 sobre o escândalo de espionagem que envolve o ex-projetista-chefe, Mike Coughlan. Ele foi flagrado com a posse de documentos confidenciais sobre o modelo da rival Ferrari.
Coughlan, que teria recebido o dossiê de 780 páginas de Nigel Stepney, ex-chefe de mecânicos da Ferrari, não teria guardado os segredos apenas para si, como alega a McLaren. Um e-mail foi descoberto no disco rígido do seu computador, apreendido pela justiça, no qual Stepney alerta o amigo sobre detalhes do assoalho dos carros da Ferrari antes do GP da Austrália, prova de abertura da temporada.
Na ocasião, a McLaren protestou junto à FIA. Ela teria a suspeita de que a Ferrari usava um material flexível no assoalho do F2007 para obter vantagens aerodinâmicas. Como resultado, a federação mudou as regras dos testes das partes aerodinâmicas, e fez com que a Ferrari tivesse de redesenhar o fundo de seu carro.
Com a comprovação de que um funcionário da Ferrari alertou a McLaren sobre o detalhe técnico, fica mais complicado para o time de Ron Dennis negar que sabia da existência dos documentos da rival antes do escândalo estourar. A equipe italiana, por sua vez, não aceita a tese de que os documentos teriam chegado à rival apenas no fim de abril. Dirigentes e advogados de Maranello têm certeza de que o time inglês estaria de posse do dossiê antes da temporada, ainda em março. Se isto for comprovado, a McLaren corre sérios riscos de ser excluída do campeonato.
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