Contratado em 2 de janeiro, o técnico Fernando Diniz terá completado 28 dias de trabalho quando o Atlético estrear seu time principal em 2018, fora de casa, contra o Caxias, 30 de janeiro, na primeira fase da Copa do Brasil.
Até o primeiro jogo oficial do Furacão principal na temporada, Diniz terá uma série de desafios a serem resolvidos. Listamos os cinco principais. Confira.
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Goleiro
A saída de Weverton para o Palmeiras abriu uma lacuna na meta rubro-negra. Após cinco anos de W12, o Furacão precisa consolidar um novo arqueiro. O favorito era Rodolfo, que retornou de empréstimo do Oeste e vinha treinando como titular. Sem um acordo para renovação contratual e com interesse do Fluminense, sua permanência virou dúvida.
Com isso, disputam uma vaga pela titularidade, atualmente, Santos e Léo. O primeiro, prata da casa, aguarda a oportunidade há anos. O segundo, contratado do Paraná, ainda tenta mostrar valor. Problema para Diniz resolver. O técnico necessita de um goleiro que saiba jogar com os pés para implementar seu estilo de jogo. A contratação de um novo nome não é descartada.
Setor de criação e ataque
A instabilidade de Nikão, Felipe Gedoz e Guilherme foi um dos problemas enfrentados pelo Furacão em 2017. O Furacão apostou também no veterano Carlos Alberto, sem sucesso. Por fim, um dos pilares de sustentação da equipe do ano passado, o volante argentino Lucho González, deixou o clube.
Em contrapartida, para 2018, o Furacão aposta alto no meia Raphael Veiga, cria do rival Coritiba e ex-Palmeiras. Ele vem para ser o “cérebro” do time. Uma das escalações testadas por Diniz na pré-temporada, por sinal, é repleta de meio-campistas: Pavez apareceu como único volante, com Nikão, Veiga, Guilherme e Gedoz à frente, em uma linha de quatro. À frente deles, Bergson, aposta de artilheiro para o ano.
No time testado nos últimos dias, Diniz tem montado o Furacão com: Léo; Wanderson, Thiago Heleno e Paulo André; Jonathan, Matheus Rosseto, Raphael Veiga e Thiago Carleto; Nikão, Guilherme e Ribamar.
Esquema tático
Fernando Diniz nunca treinou um time na Série A do Brasileirão. Seu esquema tático inovador, com intensas trocas de passes e posições, chamou a atenção do país no modesto Audax, do interior paulista. O ex-jogador comandou também o Paulista, o Atlético Sorocaba, o Guaratinguetá, o Oeste e o Paraná.
Agora no Furacão, o trabalho de Diniz gera muita expectativa. Pela primeira vez, o técnico terá peças de maior qualidade em um time da elite para pôr em prática seu envolvente tiki-taka. Desafio que se torna ainda maior em um clube que nos últimos anos apostou em um esquema tático fixo, quase imutável, ao qual a maioria dos atletas se acostumou.
Ganhar o grupo
No dia a dia, Diniz tem a fala mansa e jeito tranquilo. Nos treinos e jogos, se torna explosivo. Quando um atleta não cumpre a função esperada, as cobranças são exacerbadas. Conduta que já colocou o técnico em rota de atrito com outros atletas em ex-clubes – aconteceu no Paraná, por exemplo, com o volante Jean e o meia Rafael Carioca.
O técnico defende a postura. E garante que os jogadores acabam agradecendo-o pelo aprendizado. No Furacão, fica a expectativa sobre como será a conduta de Diniz, que terá de conquistar o grupo, a fim de convencer os atletas a seguirem à risca seu modelo de jogo: intensa movimentação e nenhum chutão, mesmo em situações de pressão.
Em paz com o chefe
Em sua chegada ao CT do Caju, Diniz destacou a sintonia com o presidente do Deliberativo e agora homem-forte do futebol do Atlético, Mario Celso Petraglia. Historicamente, tanto o cartola quanto o técnico possuem comportamento intenso. Fica a expectativa de como será a relação de ambos no dia a dia, especialmente após o começo das partidas oficiais e a pressão por resultados.
Acostumado com a estabilidade que mantinha no Audax, Diniz encara agora a “cadeira elétrica” que é o cargo no Furacão, especialmente sob o comando de Petraglia. Em 2017, por exemplo, foram três treinadores, Paulo Autuori, Eduardo Baptista e Fabiano Soares.
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