Bernardinho não é mais o treinador da seleção brasileira masculina de vôlei. Bicampeão olímpico em 2004 e 2016, o comandante teve sua saída anunciada nesta quarta-feira (11) , em entrevista coletiva na sede da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), depois de quase 16 anos no cargo. Bernardinho já havia indicado a possibilidade de se afastar do trabalho na quadra assim que o time terminou sua participação nos Jogos Olímpicos do Rio. Alegava motivos pessoais, vontade de estar mais próximo da família, mas havia pedido naquele momento um tempo para pensar.
A trajetória do ex-jogador como técnico na seleção começou em 2001. Entre as mais de 30 conquistas na equipe, estão ainda duas medalhas de prata em Jogos Olímpicos (2008 e 2012), três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010) e oito títulos da Liga Mundial.
Bernardinho será substituído por Renan Dal Zotto, prata como jogador em Los Angeles 1984, no cargo.
“É um pouco do desgaste natural. Ele [Bernardinho] precisa de um tempo para cuidar da saúde, da família. A maior prova de que não há desgaste algum é que o Toroca [presidente da CBV] o convidou para fazer parte do conselho diretor; só que o Renan o convidou para ser coordenador. Ele mesmo falou que não consegue se desvincular rapidamente”, explicou Radamés Lattari, diretor de seleções da entidade.
A vontade de manter Bernardinho em contato com a seleção foi confirmada pelo novo comandante, que estava afastado da função há oito anos, mas que até a Rio-2016 atuava como dirigente na CBV. “Quando houve o convite a primeira coisa que fiz foi falar com o Bernardo. Eu precisava do parecer e da colaboração dele. Ele tem motivos para dar um tempo e respirar. Ele merece esse tempo. Nas nossas conversas, acima de tudo, falei que precisava dele dentro do processo”, confirmou.
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