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O Paraná vive um dilema que envolve R$ 250 mil e muita dor de cabeça. A grana é a diferença entre a quantia que o clube faturou no domingo, contra o Botafogo, e a que colocará no bolso frente ao Corinthians, na partida vendida para Maringá, que ocorrerá no estádio Willie Davis, dia 13 de maio.

Já a dor de cabeça vem da revolta dos torcedores, que se insurgiram contra a venda do jogo contra o Timão, no ressurgimento da prática adotada no ano passado. Apesar da pouca presença no estádio na estréia em casa no Brasileiro, o protesto da torcida tem preocupado os dirigentes do clube.

A tal ponto que o sempre simpático José Carlos de Miranda, presidente do Paraná, não gostou de abordar novamente o tema, levantado por ele na semana passada, quando deixou sob a responsabilidade da galera o futuro dos mandos de campo da equipe. Na ocasião, o dirigente afirmou que o comparecimento ou não da torcida definiria a situação.

Desta vez, entretanto, ao ser questionado se a presença de 4 mil tricolores no Pinheirão – proporcionando uma renda de R$ 48.960 – seria suficiente para demovê-lo da idéia de negociar mais partidas, Miranda mostrou-se contrariado e respondeu, ironicamente. "Estou satisfeitíssimo", disse. Sobre a possibilidade de o público pequeno indicar novas negociações, desconversou. "Não existe nada disso".

O que se sabe, porém, é que apesar da chiadeira dos torcedores – especialmente aqueles que compraram os camarotes da promoção "Vila, Tá Na Hora" – o clube chegou a abrir negociação com Cascavel para receber o compromisso contra o Grêmio, mas desistiu por não considerar boa a proposta.

Entre a equipe, o tema paranista é tratado com muita cautela. A começar pelo treinador Caio Júnior. "É um assunto administrativo que já vem de algum tempo. Gosto de falar da parte técnica e tática, que é o que eu tenho de pensar. A decisão que for tomada será sempre bem pensada e voltada para o clube", afirmou.

Dentro do campo, o goleiro Flávio também tratou o assunto com cuidado, preferindo esperar um pouco mais. Já o capitão Beto – que assim como Flávio estava no grupo que jogou as cinco partidas no interior em 2005, com três derrotas, um empate e uma vitória – assumiu a posição da diretoria.

"É uma situação delicada, pois o clube depende da receita para honrar seus compromissos. E o presidente nunca escondeu isso. Seria interessante que o torcedor nos acompanhasse em casa para que essa situação não ocorresse", declarou o volante, com ressalvas.

Falando do ponto de vista do torcedor, Beto abordou à situação econômica do país, e revelou acreditar numa possível reviravolta no cenário atual. "A situação econômica do Brasil é complicada. O torcedor tem dificuldade para ir ao jogo, principalmente o do Paraná, que é mais humilde. Mas eu creio que mais pra frente a torcida vai nos prestigiar".

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