O Real Madrid está de olho em um craque brasileiro que já jogou por PSV e Barcelona. Não, não é Ronaldo, que está no clube desde 2002. Nem Romário, que anda fazendo seus gols pelos Estados Unidos. A bola da vez é Dunguinha. Isso mesmo: Dunguinha, uma criança de 13 anos que tem encantado as pessoas que o veêm jogando bola com a camisa do Mirassol, de São Paulo.

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Dunguinha repete o caso de milhares de crianças no Brasil: de família muito pobre, tem no futebol a chance de mudar de vida. Chegou há dois anos no Mirassol com 1,25m. Hoje, tem 1,46m. Em 2005, dirigentes do Barcelona viram um DVD seu e o chamaram para treinar. Agora, é o Real quem está de olho.

- Ele é uma mistura de Robinho e Denner - diz Carlos Roberto de Carvalho, dono da CR Promoções, que é a empresa responsável pelo futebol do Mirassol.

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Em 2005, Carlos embarcou com Dunguinha e o pai para a Europa. Após um período de observações no PSV, da Holanda, o jovem meia-direita foi para o Barcelona. O brasileirinho jogou seis partidas como titular do time no Torneio de Burgos, fez gol contra o Real Madrid e foi campeão. Neste ano, eles voltaram ao Velho Continente e surgiu o interesse do Real.

- Três times estrangeiros nos procuraram: PSV, Barça e Real. Um pessoal do Real nos ligou na semana passada - afirma Carlos, acrescentando que o Mirassol não tem intenção de se desfazer de Dunguinha agora: - Já nos ofereceram pagar ajudade custos a ele, mas não aceitamos. Se fizermos isso, ficaremos comprometidos. Não podemos fazer isso com uma criança, não estamos vendendo ninguém. Isso aqui não é tráfico de menores.

Segundo Carlos, o Mirassol pretende continuar com Dunguinha até o jovem ter idade de assinar um contrato profissional, aos 18 anos. O dirigente diz que é difícil para os clubes pequenos sobreviverem atualmente e que a única solução é com a negociação de jogadores.

- O Brasil tinha que ter uma lei para ajudar os times pequenos. Temos 100 crianças no Mirassol, pagamos tudo, alimentação, saúde, educação... Se tudo der certo, terei um retorno financeiro. Mas hoje, eu só me preocupo com as crianças.

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