Os corintianos fizeram fila e esgotaram em poucas horas os 2 mil ingressos para a torcida visitante no jogo de amanhã, contra o Atlético, mas ainda não sabem se verão o maior astro da equipe em campo. Autor de dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Santos, domingo, pela final do Paulista, Ronaldo deixou nas mãos do técnico Mano Menezes a decisão sobre sua escalação. Se depender do Fenômeno, porém, ele vem a Curitiba.

CARREGANDO :)

"Eu me coloco sempre a disposição de jogar, mas quem decide é o Mano. Até porque, na outra semana, quando o time viajou ao Mato Grosso, e eu não fui, foi mais sofrido ficar porque treinei e fiz treino integral quatro dias seguidos. Quando fico fora, trabalho o dobro de que se tivesse ido ao jogo. Prefiro sempre ir. Descansa mais e jogar futebol é sempre melhor", comentou.

Empolgado pelo momento atual da carreira, coroado pelo golaço que fechou o triunfo na Vila Belmiro, Ronaldo chegou a comparar seu momento à volta aos gramados na Copa do Mundo de 2002, na Ásia. "A única diferença é que era uma Copa do Mundo, mas a satisfação é a mesma. Foi muito difícil chegar até condição de jogar novamente", comemorou.

Publicidade

Ronaldo já faz planos para seguir no Brasil em 2010 – seu contrato com o Timão termina em dezembro. Já comprou residência fixa em São Paulo, levou a família para a cidade e começa a mudar o discurso de aposentadoria no fim do ano. Também recomendou o retorno ao Brasil para amigos do futebol europeu, entre eles Ronaldinho Gaúcho e Kaká.

"Eu diria que aqui está ótimo, apesar de ser diferente receber em real e em euro, mas sou o homem mais feliz do mundo jogando no Corinthians, independentemente de quanto está entrando na minha conta", enfatizou, já imaginando como será o Campeonato Brasileiro. "Vai ser sensacional, com grandes clubes, fortes e candidatos ao título. Mas a volta do Corinthians, sem dúvida, será a grande atração".

Ronaldo respondeu a tudo, voltou a dizer que não fugirá da responsabilidade de homem decisivo, mas nada de abrir mão do discurso humilde. Chamado de Rei após o clássico de domingo, fez questão de dividir os louros da fama. "Sozinho ninguém joga futebol, não dá. Se meus companheiros não tivessem feito a parte deles, eu não teria esse protagonismo. É muito importante frisar que o coletivo é mais importante".