
Atração tradicional de dezembro, a corrida de kart organizada por Michael Schumacher na sua cidade natal, Kerpen, teve, ontem, uma de suas edições mais concorridas. Dezenas de jornalistas foram à pista, próxima a Colônia, descobrir se o alemão sete vezes campeão mundial de Fórmula 1 interromperá sua aposentadoria para correr pela Mercedes GP, em 2010. Saíram sem resposta. "Me desculpem, mas não quer falar nada. Estou aqui para andar de kart e quero apenas me divertir", desconversou.
Silêncio e palavras pouco conclusivas sobre o retorno do piloto foram uma constante ao longo do fim de semana. O assunto, antes tratado como simples boato, ganhou corpo no sábado, com a informação de dois diferentes veículos alemães de que Schumacher teria assinado contrato de um ano.
Segundo a revista alemã Focus, o acerto só não foi anunciado ainda porque o piloto, que completará 41 anos no próximo dia 3 de janeiro, depende da liberação de seus médicos. Por causa de dores causadas por uma queda de moto em fevereiro, o alemão descartou substituir Felipe Massa na Ferrari, após o acidente do brasileiro em julho, na Hungria.
De acordo com o jornal Bild, Schumi chegou a um acordo com os responsáveis pela Mercedes, Norbert Haug e Ross Brawn, e tanto sua condição física como seu serviço de consultoria à Ferrari não seriam problema. "
Ontem, o silêncio em Kerpen foi geral. Sabine Kehl, assessora do heptacampeão, recusou-se a comentar o tema. Mesma reação de Johannes Peil, médico do piloto.
A única manifestação mais aberta veio de Londres, do inglês Jenson Button, campeão de 2009 pela Brawn (agora Mercedes) e novo piloto da McLaren.
"O retorno de Schumacher à F1 seria uma grande notícia para o esporte. Mas não sei se seria uma grande notícia para ele; afinal, vai colocar sua reputação em jogo ao decidir voltar à F1", afirmou, ao jornal News of the World.
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