O calendário brasileiro de triatlo começou em janeiro, mas será apenas quando for dada a largada na praia de Caiobá, no domingo, às 7h45, que a modalidade entrará de vez em 2007. É no litoral paranaense que o ano realmente começa para a elite de triatletas nacionais.

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Embora não seja uma prova oficial, organizada pela Confederação Brasileira e que valha pontos para o ranking, o Sesc Triathlon de Caiobá é uma das competições mais tradicionais disputadas no Brasil e, mais importante do que isso, serve de termômetro para o início da temporada. É a prova do litoral paranaense que dita o ritmo de boa parte do resto da preparação de cada atleta.

"É quando a gente está voltando a recuperar a forma. A prova de Caiobá é uma referência para ver em que nível você está neste início de ano", afirma Mariana Ohata, que ocupa o primeiro lugar do ranking brasileiro classificatório para os Jogos Olímpicos de Pequim.

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"É bom para ver como todo mundo está, já que o foco principal deste ano é o Pan e vários atletas que vão participar no Rio estarão em Caiobá", emenda Sandra Soldan, a terceira do ranking.

As duas atletas são patrocinadas pelo Pão de Açucar, mas não escondem que, para elas, há um outro atrativo na prova: a premiação. Ao vencedor do feminino e do masculino, são R$ 4 mil. E o atleta não precisa se preocupar com gastos e viagem. "Só temos de nos concentrar com a prova", diz Ohata, que já venceu em Caiobá por duas vezes, em 2000 e 2002.

Já Sandra corre atrás do primeiro triunfo. Há dez anos disputando o Sesc Caiobá, o azar sempre foi o seu maior adversário. "Já chegou ao ponto de eu estar vencendo com vantagem e furar o pneu da minha bicicleta no finzinho", conta.

Mas no meio dos 640 triatletas que participarão da competição, há um para quem a importância da prova ultrapassa o aspecto material. Para o paranaense Juraci Moreira, vencer o Sesc Caiobá é sempre uma questão de honra. Talvez por isso ele já tenha subido no lugar mais alto do pódio por quatro vezes (99, 00, 04 e 06).

"É uma relação diferente para mim, pois é no quintal de casa. Foi aqui que eu comecei. Considero uma das provas mais importantes, até pela pressão que tenho de sempre vencer aqui", afirma o líder do ranking nacional – se fosse hoje, estaria classificado para a Olimpíada.

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Ano passado, Juraci venceu fácil. Agora está um pouco defasado na corrida e no ciclismo, por recentemente ter tido uma inflamação no tendão de Aquíles. Na virada do ano só manteve o nível alto dos treinamentos na natação.

"Mas não tem problema. Lá dentro, na hora da empolgação, é outra história."