Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Brasileiro

Uma noite de celebração ao futebol

Um show de futebol. Duas equipes ousadas, um jogo totalmente aberto, inúmeras chances, quatro viradas no placar e os 26 minutos mais intensos da Arena: sete chutes a gol e sete bolas na rede que completaram um placar histórico.

No encontro entre um anfitrião carrasco e um visitante abusado, valeu o futebol envolvente do Atlético em casa. No jogo mais eletrizante do Brasileiro, o Rubro-Negro venceu o Vasco por 6 a 4.

Um duelo tão brilhante que agradou até mesmo aos vencidos. "Foi o melhor jogo do campeonato", reconheceu o técnico vascaíno Renato Gaúcho. E que encheu de orgulho os vencedores. "Vai ficar para a história como um dos melhores jogos do futebol brasileiro", reforçou Vadão.

Um jogo daqueles que será comentado a ponto de multiplicar os 11.991 (felizardos) torcedores presentes ontem no estádio.

Daqui alguns anos, um número muito superior a esse vai garantir que viu os dois gols de Marcos Aurélio, as duas bombas de Andrade nas cobranças de falta que terminaram na rede, a excelente partida de Evanílson, o incansável Ramon e o seu comando no time vascaíno. E ainda um segundo tempo de arrasar. Dos 8 aos 34 minutos, a cada arremate, uma comemoração.

Também de pé junto muitos jurarão que assistiram à sorte de Pedro Oldoni, ao entrar no segundo tempo para fazer o sexto gol e superar em um tento o placar expressivo de 2005, quando Atlético e Vasco fizeram um jogo de nove gols, com o 7 a 2 para o Rubro-Negro.

É capaz até de lembrarem de Dênis Marques, que nem jogou por estar suspenso e foi substituído por Paulo Rink. O ídolo destoou na veloz equipe atleticana e chegou até a ouvir algumas vaias. Mas depois também caiu nas graças do público de adrenalina a mil.

Hormônio que vem sendo liberado a cada rodada, gol a gol. Já são 18 nos últimos quatro jogos (três do Nacional e um da Sul-Americana), uma média de 4,5 e a segunda melhor marca da Primeira Divisão. São 55 no total, apenas um a menos do líder São Paulo.

"Ninguém ficou tranqüilo no banco de reservas. Até o final os dois times achavam que podiam ganhar ou perder. Houve erros, mas ambos tiveram uma estratégia para vencer e fomos mais felizes", avaliou Vadão.

A pequena diferença entre os oponentes pode ter vindo da arquibancada.

"Temos de agradecer aos torcedores que nos empurraram o tempo todo, a cada contra-ataque num jogo fantástico", retribuiu Alan Bahia.

Em Curitiba

Atlético 6Cléber; Evanílson, Danilo, João Leonardo e Michel; Erandir (Válber), Alan Bahia, Cristian (William) e Ferreira; Marcos Aurélio e Paulo Rink (Pedro Oldoni).Técnico: Vadão.

VascoCássio; Thiago Maciel (Wagner Diniz), Jorge Luiz, Dudar e Diego; Ygor, Andrade (Fábio Júnior), Coutinho (Madson) e Ramon; Jean e Leandro Amaral.Técnico: Renato Gaúcho.

Estádio: Kyocera Arena. Árbitro: Luís Marcelo Vicentin Cansian (SP). Gols: Evanílson (A), aos 9, Ramon (V), aos 17 e Andrade (V), aos 42 do 1.º tempo; Marcos Aurélio (A), aos 8 e aos 17, Leandro Amaral (V), aos 23, Andrade (V), aos 27, Danilo (A), aos 32, Ferreira (A), aos 34 e Pedro Oldoni (A), aos 47 do 2.º tempo. Amarelos: Ferreira (A); Didar e Ramon (V). Público: 10.290 pagantes (11.991 total). Renda: 163.232,50.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros