
O Uruguai será o adversário do Brasil nas semifinais da Copa das Confederações. A Celeste goleou o Taiti por 8 a 0 na Arena Pernambuco na tarde deste domingo, o que lhe rendeu a segunda colocação do grupo B, com 6 pontos, e a classificação para a próxima fase junto com a Espanha, que terminou na liderança da chave.
O grande responsável pela vitória foi o atacante Abel Hernández, que marcou quatro gols três no primeiro tempo e uma no segundo. Além dele, Luís Suárez também se destacou, ao marcar dois gols, o que lhe rendeu a posição de maior artilheiro do Uruguai, com 35 gols marcados. Lodeiro e Pérez também acertaram a rede, totalizando os oito gols.
Mesmo com o placar elástico, a equipe do técnico Óscar Tabárez não apresentou sua melhor atuação. Jogando sem seus principais titulares, poupados para o próximo jogo, a seleção sul-americana perdeu boas chances de gol. E ainda viu Gilbert Meriel, goleiro do Taiti, seleção que tem apenas um jogador profissional, defender um pênalti cobrado por Scotti, que ainda viria a ser expulso minutos depois da cobrança por levar o segundo amarelo por falta.
Segundo o olheiro da seleção brasileira, Alexandre Gallo, o Uruguai é uma equipe a ser temida, mais do que a própria Espanha, atual campeã do mundo.
O confronto entre Brasil e Uruguai será na próxima quarta-feira (23), às 16 horas, no Mineirão, em Belo Horizonte.
O Jogo
O Uruguai entrou em campo sem boa parte de seus titulares, poupados pelo técnico Óscar Tabárez para a semifinal. Já o Taiti começou o confronto com seus principais jogadores, buscando evitar uma nova goleada sonora. Entretanto, as expectativas se concretizaram, e o domínio da partida foi uruguaio, que não desperdiçou a chance para garantir sua classificação.
E foi preciso apenas um minuto para a Celeste abrir o placar. Após cobrança de escanteio de Lodeiro, a bola sobrou para o atacante Abel Hernández fazer de cabeça. Com a vantagem conquistada, os uruguaios diminuíram o ritmo de movimentação, porém sem perder o controle da partida. A seleção da Oceania tentava, mas não conseguia encontrar espaço para avançar.
Aos 23 minutos, a equipe sul-americana voltou a marcar, novamente com Hernández. O camisa 11 recebeu um lançamento na entrada da grande área, deixou a marcação de Jonathan Tehau para trás ao encobrir o zagueiro, e chutou direto para o gol. Três minutos depois veio o terceiro, marcado por Diego Pérez em jogada de dois tempos.
Até o final da etapa, o Taiti teve duas boas oportunidades de acertar a rede, mas a falta de qualidade pesou na hora de finalizar. No minuto final, Hernández, novamente bem posicionado, aproveitou para fazer seu terceiro gol e o quarto do Uruguai.
No segundo tempo, a pressão da Celeste prevaleceu. Aos 3 minutos, um pênalti cometido por Vallar seria o quinto gol uruguaio. Porém, o zagueiro Scotti, que bateu a penalidade, viu o goleiro Gilbert Meriel se consagrar ao defender a cobrança, empolgando os torcedores nas arquibancadas. O camisa 19 ainda seria expulso dois minutos depois, ao levar o segundo amarelo por falta em Chong-Hue durante contra-ataque.
O Taiti também ficou com um a menos, depois que Ludivion também levou o segundo amarelo em falta em cima de Aguirregaray. Aos 15 minutos, Lodeiro, bem colocado dentro da grande área, aproveitou um cruzamento de Gargano para fazer o quinto gol.
Aos 21, um novo pênalti para o Uruguai, dessa vez cometido por Chong-Hue. Hernández cobrou e não desperdiçou, marcando pela quarta vez. Dois minutos depois, Óscar Tabárez fez uma alteração decisiva. Colocou Suárez no lugar de Ramírez, para aumentar ainda mais o poder de ataque uruguaio.
O atacante marcou duas vezes até o final da partida, uma aos 36 e outra aos 44 minutos. Com isso, ele se consagrou como maior artilheiro do Uruguai, e selou a vitória que definiu sua seleção como a adversária do Brasil na próxima fase da Copa das Confederações.
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