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“Não auditam um único boletim de urna”, Nicolás Maduro, sobre sistema eleitoral brasileiro.
“Não auditam um único boletim de urna”, Nicolás Maduro, sobre sistema eleitoral brasileiro.| Foto: Balão de diálogo adicionado a foto de EFE/ Miguel Gutiérrez

“Trump se levantar depois de levar um tiro no rosto, com o punho no ar e a bandeira americana é uma das coisas mais impressionantes que já vi na vida” – Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. E olha que ele já viu de tudo na vida, inclusive a alheia. Até aquelas mensagens lá, que você acreditava ter apagado para sempre...

“Senhor dos Anéis é uma referência cultural para a extrema direita. JD Vance deu à sua empresa um nome inspirado no Senhor dos Anéis: Narya, ou seja, ‘ariano’ (‘aryan’, em inglês), mas com o N na frente” – Rachel Maddow, apresentadora de TV americana. O triste fim do Gollum: após ter seu anel destruído, ficou obcecado com a preciosa "democracia" e passa os dias inventando teorias da conspiração sobre hobbits nazistas à espreita querendo roubá-la.

“Judiciário brasileiro é referência no mundo inteiro” – Luis Felipe Salomão, ministro do STJ. Após a auto-homenagem mais do que merecida, o magistrado teria se presenteado com uma medalha e saído do palco sob uma chuva de seus próprios aplausos, deixando os convivas boquiabertos.

“Memes com Haddad evocam cultura de que pagar impostos é ruim” – Tales Faria, jornalista. Como membro da alta cultura, faço um apelo aos neandertais aculturados que sentem prazer em pagar impostos: fiquem à vontade para pagar os meus também. Aguardo um envelope com selo pago para o envio dos boletos. 

“Memes reacionários mostrando Haddad como ‘Taxad’ e ‘Zé do Taxão’ refletem movimento retrógrado para manter injustiças tributárias” – José Paulo Kupfer, jornalista. Parece que levar memes a sério virou uma estratégia para pleitear isenção fiscal, sob a alegação de invalidez intelectual. E isso, na melhor das hipóteses. 

“No Brasil você não tem ninguém que faça doação porque o imposto sobre herança é só 4%. Então a pessoa não tem interesse em devolver o patrimônio dela” – Lula.  O governo ainda estaria planejando espalhar agentes para ajudar a população na devolução do patrimônio, começando por carteiras, celulares e relógios. Tudo pelo preço de uma cervejinha por atendimento.

“Quem não paga imposto tem que voltar a pagar” – Fernando Haddad, estagiário da Fazenda. Como um Pinóquio tropical, o Taxad deixou de ser meme para virar um menino de verdade. Porém, ao invés do nariz, o que cresce com cada mentira é a carga tributária. 

“Com Boulos eleito, vamos poder dizer que nunca mais os fascistas vão governar essa cidade e esse país” – Lula.  Seria uma indireta para Alckmin, frequentador assíduo das listas de fascistas do PT no passado, ou para aquele ministro do STF, chamado de fascista quando "mandava bater em professor" a mando dele?

“Eu preciso terminar de falar. Se a senhora não me deixar terminar de falar, a gente não vai conseguir terminar essa entrevista” – Raquel Landim, ao resolver discursar a favor do aborto durante entrevista com Marina Helena, pré-candidata à prefeitura de SP pelo NOVO. Parece que a jornalista se empolgou tanto com o assunto que já estava pronta para abortar a entrevista ali mesmo.

“Eu tenho que cuidar da desinformação de vocês!” – Marina Helena, respondendo a Raquel Landim. Seja razoável, Marina Helena. Se você for rebater cada desinformação, a entrevistadora nunca conseguirá terminar seu monólogo. 

“Trump e os republicanos rotularam Harris repetidamente com o título de ‘czar da fronteira’— um título que ela nunca teve de fato” – Axios, agência de notícias norte-americana, no Twitter. Com a palavra, as Notas da Comunidade: “a Axios noticiou em 14 de abril e 24 de março de 2021 que Kamala Harris foi ‘nomeada por Biden como czar da fronteira’’”.

“Quase toda criança passa por uma crise de identidade. É possível para adultos manipular essas crises para convencê-las que são de outro gênero” – Elon Musk, em entrevista a Jordan Peterson. Suspeito que, se o Flautista de Hamelin voltasse hoje, ficaria surpreso ao ver que agora até os adultos o seguiriam. 

“Ele foi preso” – Irene Ravache, atriz, respondendo qual notícia que ela gostaria de dar, caso apresentasse um telejornal. Quando sua notícia ideal não é ‘acabou a fome no mundo’ ou ‘descoberta a cura do câncer’, talvez a cera de ouvido seja o que há de mais valioso dentro da sua cabeça.

Cantinho Amoral 

“Não concordo com o jeito que as mulheres são tratadas no Irã, mas também não concordo com a pena de morte nos EUA” – Celso Amorim, ministro (extraoficial) das Relações Exteriores. Nosso anão diplomático garante que, da cintura para baixo, todos os regimes são iguais; acima disso, falta-lhe a estatura (moral) para julgar. 

“Eleição é oportunidade para mostrar que democracia na Venezuela está consolidada” – Celso Amorim. Dois fenômenos assombrosos, que só a sociopatia diplomática latino-americana explica: a Venezuela ser chamada de democracia e o Celso Amorim opinando sobre isso. 

Kamala-Lá 

“Imagina se a Michele Obama fosse a candidata nos EUA. Seria uma ótima disputa” – Rodrigo Maia, ex-presidente da câmara. Com tamanha expertise em política exterior, Rodrigo Maia se mostra pronto para ser nosso embaixador no Reino Protista. 

“Kamala Harris pode se tornar a primeira mulher, a primeira negra, a primeira de origem asiática presidente dos Estados Unidos. Se isso não for capaz de revigorar a energia e a esperança dos democratas e eleitores, eu não sei o que seria” – Adriana Carranca, jornalista. Meu primo reaça diz que bons projetos, uma equipe de primeira e ficha limpa é que são revigorantes. Mas, não caia nesse papo golpista da extrema-direita; o verdadeiro voto democrático é pelo gênero e cor da pele. 

“Um passo a [sic] frente! Derrotar Trump é uma missão mundial e a escolha de Kamala Harris é acertada. Não devemos titubear em eleger a primeira mulher presidente dos EUA” – Talíria Petrone, deputada federal (PSOL-RJ). Fontes cada vez mais duvidosas afirmam que Talíria já teria virado trezentos votos para Kamala em Realengo e garantiria a vitória no colégio eleitoral de Cascadura se a eleição fosse hoje. E se fosse no Brasil, também.

“Nos EUA, uma eleição histórica e como nunca se viu. Uma mulher negra contra um supremacista branco, uma democrata contra um golpista” – Ricardo Noblat, jornalista. É impossível exagerar o papel das sandices de Ricardo Noblat na luta contra a supremacia branca. Com ele em seus quadros, nenhuma etnia tem a menor condição de se declarar superior a qualquer outra.

“Sempre que uma mulher avança, todas avançam com ela” – Cármen Lúcia, ministra do STF, sobre Kamala Harris. Já em Brasília, uma certa mulher avançou tanto sobre nossos direitos que, acabou fazendo muitas mulheres retrocederem na vida. 

Uncle Joe dá entrada no INSS 

“Biden dá demonstração enorme de grandeza política. Que os Democratas tenham o mesmo altruísmo e sabedoria na escolha para confrontar o extremismo” – Simone Tebet, ministra do Desenvolvimento. Parece que Simone Tebet já está de olho em um "Tio Paulo" para chamar de seu...

“Atitude acertada de Biden ao desistir da reeleição. Que sirva de exemplo para outros líderes políticos: colocar a Nação [sic] à frente dos seus desejos pessoais” – João Amôedo, ex-candidato à presidência. É uma pena que Amoêdo nunca tenha tido a chance de priorizar a nação frente às suas ambições, e pelo jeito nunca terá. 

“Em 2026 vão querer que o Lula faça o mesmo que o Biden. Mesmo que tenha 60% nas intenções de votos. Aguardem!” – Renato Rovai, jornalista. Que nada, é quando começam as discussões sobre porcentagens que a estrela do Lula brilha mais forte. 

“Se isso fosse em uma situação de sequestro, essa carta não serviria como prova de vida” – Bill Ackman, bilionário americano, sobre carta de Biden encerrando sua candidatura. A essa altura do campeonato, nem se o Biden aparecesse andando na minha frente eu aceitaria como prova de vida. Você acha que eu nunca assisti ‘Um Morto Muito Louco’?

“Adeus assassino, o sangue dos palestinos escorre pelas suas mãos!” – Felipe Neto, estrategista geopolítico amador, sobre Joe Biden. Imagine a surpresa dele ao chegar na Casa Branca para debater a causa palestina com o novo presidente americano, apenas para descobrir que o velhinho ainda está lá.

“Se Biden pode desistir, por que eu não posso?” – José Luiz Datena, pré-candidato à prefeitura de SP (PSDB-SP). Admiro o otimismo de Datena, achando que alguém vai se surpreender com sua desistência, ou tentar convencê-lo do contrário, ao ponto de precisar se justificar.

“Não acabou! Amanhã, o corrupto do Joe Biden vai acordar e esquecer que desistiu da corrida hoje!” – Donald Trump, reagindo à notícia de que Biden teria desistido da candidatura. Mais uma fake news de Trump. Biden, ao ser notificado sobre sua desistência, teria apenas calmamente perguntado: "Mas quem é Joe Biden?"

“Gil do Vigor e outros famosos opinam sobre desistência de Biden” – manchete do UOL. Seguindo a tradição brasileira de reciprocidade diplomática, estamos apenas revidando os pitacos de Leonardo Di Caprio dá em nossas eleições. E sem piedade: se necessário, acionaremos Pabllo Vittar, mesmo que isso provavelmente viole as Convenções de Genebra. 

“Gente, vocês não acham Donald Trump muito velho pra ser presidente?” – Leandro Demori, jornalista e apresentador de talk show estatal. Mudar de opinião conforme a conveniência pode minar sua credibilidade com o público. O que não é problema para quem não possui nem um, nem o outro.

“A delegação israelense não é bem-vinda em Paris. Os atletas israelenses não são bem-vindos nos Jogos Olímpicos de Paris” – Thomas Portes, deputado de extrema-esquerda francês, durante protesto anti-Israel em Paris. Na França, como aqui, o amor venceu e, pelo jeito, o desodorante democrático também – pelo que se pode ver e se cheira. 

“Volte a guardar o Doritos!” – Pat Fallon, deputado americano, durante depoimento de Kimberly Cheatle, ex-chefe do serviço secreto americano, e ex-chefe de segurança global da PepsiCo, fabricante do Doritos. Embora também seja alaranjado e rechonchudo, ao menos o Doritos não tem orelhas nem atiça os instintos mais selvagens da extrema-esquerda. 

“Somos muito amigas” – Brigitte Macron, primeira-dama francesa, sobre Janja. Uma amizade nos lembra que contos de fadas podem começar nos lugares mais inusitados. Às vezes, seu príncipe encantado pode ainda estar na escola, ou quem sabe, já na carceragem da PF.

“Trump se torna o candidato mais velho à Presidência dos EUA, e questões sobre sua saúde se acumulam” – manchete do Jornal O Globo. Elas se acumulam em uma pilha pequena ao lado de outra bem maior, onde se acumulam as questões sobre a saúde mental de quem muda de narrativa como biruta ao vento. 

“Assassinatos de indígenas aumentam 15% em primeiro ano de Lula” – manchete da Folha de S.Paulo. Ao descobrir que algo finalmente cresce no país, Fernando Haddad teria proposto uma solução genial: “E se a gente taxasse, hein?” 

“Antes, tínhamos um governo federal contra indígenas, incitando invasão de terras e violência. Hoje temos um governo que não faz isso. Mas tem um Congresso que faz isso” – Lucia Helena Rangel, antropóloga da PUC-SP.  É vergonhoso para o departamento de biologia marinha da PUC-SP que uma antropóloga demonstre muito mais empenho e paixão na campanha para salvar os moluscos.

“Alguém já viu empresa privatizada diminuir tarifa e melhorar o serviço?” – Pedro Ronchi, geógrafo. Sim, ele escreveu isso na internet, usando um serviço de banda larga privada. Não é barato, mas pelo menos não precisa ser declarado no imposto de renda, como nos tempos estatais. 

“Estou obeso e com medo de pão” – Pete Wells, crítico gastronômico ao pedir demissão do New York Times. Então venha para o Brasil, onde o pão anda tão caro que você pode passar fome sem medo. 

“É legal exibir prints privados? Esse caso do filho do Lula tá parecendo a divulgação das conversas privadas de Dona Marisa. O Lavajatismo e a mídia comercial viraram uma coisa só, não há ética alguma. É criminoso” – Cynara Menezes, jornalista, sobre vazamento de conversa revelando xingamento misógino de filho de Lula. Ela, que em 2019 já torcia por um “vazamento do Antagonista no Intercept”, de forma bem pública. 

“Felipe Neto vai dar mesada de R$ 3 mil para Gustavo Scat” – manchete da Folha de S.Paulo. Quando você lê "escatológico" e torce para estarem falando do apocalipse.

“Diferentes vozes de diferentes espectros políticos, a gente já recebeu aqui a Soraya Thronicke, a Aava Santiago, o Alessandro Vieira, a Joyce Hasselman, e ao que me consta nenhum deles é do campo progressista” – William De Lucca, jornalista. É como juntar Coringa, Mulher-Gato, Pinguim, Charada e Hera Venenosa e alegar que não se trata de um clubinho de vilões, mas apenas um grupinho anti-Batman. 

Cantinho do Maduro de extrema-direita

“Fiquei assustado” – Lula, sobre declaração de Maduro mencionando ‘banho de sangue’ caso perca a eleição. Vendo o marido tremebundo, Janja teria se oferecido para realizar um daqueles banhos de sangue no terreiro para garantir a eleição de Maduro. Ouvindo falar que Janja iria sacrificar o bode velho, Lula teria se assustado novamente. 

“Quem se assustou que tome um chá de camomila” – Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, em resposta à Lula, que rejeitou o chá porque teve uma ideia melhor para se acalmar, uma boa ideia.

“Não auditam um único boletim de urna” – Nicolás Maduro, sobre sistema eleitoral brasileiro. Para deixar claro, de uma vez por todas: o TSE auditou as urnas do TSE e garantiu que os resultados divulgados pelo TSE estão de acordo com as apurações do TSE. E fim de papo.

“[O sistema eleitoral brasileiro] é confiável, [jamais foram] comprovados quaisquer tipos de fraudes e erros” – Carmén Lúcia, ministra do STF. Você sabe que tem prestígio quando questiona as urnas brasileiras e é o STF quem te dá satisfações em até 24 horas, e não o contrário. 

“Maduro reage a Lula como lobo atacando Chapeuzinho Vermelho” – Josias de Souza, no UOL. Uma análise que não se qualifica nem para concurso de miss, onde, no mínimo, exigem 'O Pequeno Príncipe' como referência.

“É inadmissível tolerar fala bolsonarista de Maduro sobre eleição” – Raquel Landim, jornalista. Depois de prender a oposição, ameaçar invadir países vizinhos e afundar o povo na miséria, finalmente Maduro conseguiu fazer algo que chocou nossa imprensa paladina.

Memória 

“Se Donald Trump nos disser para tomá-la, eu não tomarei” – Kamala Harris, durante debate vice-presidencial em 2020, sobre vacina para o Covid. Faz o K, negacionista!  

“Minhas raízes remontam à minha avó paterna, descendente de Hamilton Brown, um senhor de engenho e proprietário de escravos” – Donald Harris, pai de Kamala Harris, escreveu em artigo de janeiro de 2019. Quem diria, Kamala tem um pezinho na Casa-Grande.

Ari Fusevick, convidado para escrever os comentários das Frases desta semana, é brasileiro não-praticante, escreve sobre filosofia, economia e política, na margem entre o inconcebível e o indesejável. Colabora com a Gazeta do Povo, Newsmax e New York Post. Autor da newsletter "Livre Arbítrio" e do livro "Primavera Brasileira".

Conteúdo editado por:Jones Rossi
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