Formado em arquitetura pela FAU/Universidade Mackenzie em 1977, Márcio Kogan é filho do engenheiro civil Aron Kogan, autor do projeto do Mirante do Vale, o maior edifício do Brasil, em parceria com Waldomiro Zarzur, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com 170 metros de altura. Márcio seguiu os passos do pai no ramo das edificações, mas voltou sua produção para uma ótica mais artística. Uma prova está no seu apreço pelo cinema, área à qual se dedicou por alguns anos, ao lado do amigo e também arquiteto Isay Weinfeld.
Talvez por essa vertente criativa, a obra de Márcio tem um apelo estético que encanta e surpreende. Seu trabalho evoca o modernismo brasileiro, com o uso de formas puras e leves, valorizando o contorno dos volumes inseridos em seus produtos arquitetônicos.
Kogan usa a simplicidade de uma arquitetura minimalista como palco neutro para receber um contraste entre materiais naturais, como fibras, madeiras e pedras, com produtos de alta tecnologia. Esse é um traço marcante em suas composições. Fascinado por Andy Warhol, Márcio carrega um repertório afetivo cheio de cor desde os tempos de faculdade, embora sua arte seja limpa, branca e leve. Aos 61 anos, o paulistano já ganhou mais de 200 prêmios pelo mundo. Atualmente, é proprietário do estúdio Studio Mk27, onde trabalha com o filho Gabriel Kogan.
Inspiração
Materiais brutos e formas puras usados com harmonia
"O que me atrai no trabalho do Márcio Kogan é a capacidade que ele tem de buscar inspiração nos grandes mestres da arquitetura modernista brasileira, como Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi e Affonso Eduardo Reydi, sem fugir do contexto e das necessidades dos dias atuais. Ele resgata o modernismo para os nossos dias e não perde o tom contemporâneo.
Gosto também da forma como ele é livre ao usar materiais brutos e formas puras. Um aspecto relevante dessa liberdade também está no costume de inserir construções em contato com a natureza. O legal é que ele faz isso ousando na harmonia entre as formas e os traços limpos.
A Casa M&M, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, é um dos trabalhos dele que mais admiro. Também sou fascinada pela Casa Ipês. Minimalistas, porém, nada simples. Essas obras, de algum modo, resumem um pouco do que o Márcio Kogan representa para a arquitetura brasileira."
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