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Judiciário

Quem são os prováveis adversários de Moro na indicação de ministro do STF

Sergio Moro no STF? Há concorrentes
Entre os adversários de Moro no STF, há nomes evangélicos com experiência em diferentes tribunais. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O presidente da República prometeu que Sérgio Moro ocuparia a primeira vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Moro, o STF tem ao menos quatro nomes já especulados para disputa que só termina em 2020, quando Celso de Mello se aposenta.

No início de maio, o presidente Jair Bolsonaro disse que o atual ministro da Justiça e Segurança Pública seria o próximo a assumir uma cadeira na Corte. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Bolsonaro afirmou que tem um “compromisso” de indicar Moro ao STF, para a "primeira vaga que tiver lá".

Quase 20 dias depois, o presidente questionou a presença de um evangélico entre os 11 ministros. A expressão passou a impressão de que, em uma futura indicação à Suprema Corte, a preferência do presidente será por um magistrado evangélico. Moro, até então o preferido, é católico.

Eles concorrem com Moro no STF

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra Filho também segue a religião de Moro – porém, com perfil conservador. Doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor honoris causa em Filosofia pela Academia Brasileira de Filosofia, Gandra Filho é ministro do TST desde 1999, onde foi presidente entre 2016 e 2018.

Outro candidato a ministro do STF é Marcelo Bretas. Juiz federal em primeira grau que atua no Rio de Janeiro, ganhou visibilidade na operação Lava Jato e faz parte da Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul.

Outro nome que ganhou destaque após a frase de Boslonaro foi o de Humberto Martins. Adventista, já foi presidente da OAB-AL, é vice-presidente do STJ e corregedor nacional de Justiça.

O juiz da 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro William Douglas também surge entre os candidatos. Autor de diversos livros, é professor e pregador na Igreja Batista e Assembleia de Deus.

Após ter seu nome ventilado para assumir a vaga, Douglas se manifestou nas redes sociais e defendeu que “cristãos praticantes (e não apenas nominais) e negros seriam ótimas indicações [ao STF] justamente por representarem parcelas significativas da população.”

Além do decano Celso de Mello, que completa 75 anos em novembro de 2020 e se aposenta, quem também abre outra vaga é Marco Aurélio. O ministro completa 75 anos em julho de 2021.

Últimas nomeações para o STF

Alexandre de Moraes foi o último ministro a ser nomeado para o STF, após a morte trágica em um acidente aéreo de Teori Zavascki, em janeiro de 2017. A nomeação foi realizada por Michel Temer (MDB).

Antes dele, nomeados por Dilma Rousseff (PT), assumiram o cargo Edson Fachin, Luis Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber e Luiz Fux.

Entre os que ainda fazem parte da Corte, Lula (PT) indicou Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski. Gilmar Mendes foi nomeado por Fernando Henrique Cardoso.

Celso de Mello foi nomeado por José Sarney, e Fernando Collor nomeou Marco Aurélio.

Como funciona a escolha de ministro do STF

A Constituição prevê que o candidato tenha notável saber jurídico, reputação ilibada e idade entre 35 e 65 anos.

Depois, passa pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, composta por 27 parlamentares, onde perguntas são realizadas para conhecer melhor a indicação feita – tradicionalmente – pelo presidente.

Em seguida, se aprovado, o nome vai à Plenário para ser votado e aprovado por maioria absoluta.

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