A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta sexta-feira (27), por ampla maioria, uma resolução que pede uma “trégua humanitária imediata em Gaza”. A resolução, proposta pelos países árabes, foi aprovada com 120 votos a favor, 45 abstenções e 14 votos contrários – que incluíram os votos de Israel e dos Estados Unidos.
A resolução aprovada nesta sexta-feira não tem o mesmo peso de uma decisão do Conselho de Segurança, ela serve apenas como uma recomendação. Entre os principais pontos da resolução estão o estabelecimento de corredores humanitários, a liberação imediata de civis sequestrados pelo grupo terrorista Hamas e levados para a Faixa de Gaza e a revogação da ordem de evacuação do norte do enclave por parte de Israel.
A resolução também condena os atos terroristas realizados contra o Estado de Israel, mas não menciona explicitamente o direito de autodefesa do Estado judeu, nem mesmo o nome do Hamas. Durante o debate, a delegação de Israel expressou forte oposição à resolução, alertando que aceitar o texto equivaleria a "amarrar as mãos de Israel", permitindo ao Hamas se rearmar.
O embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, já havia classificado nesta quinta-feira (26) a resolução dos países árabes como "absurda" e uma "vergonha para a inteligência" dos representantes de países membros da ONU. Ele criticou a falta de menção aos crimes do Hamas na resolução aprovada nesta sexta-feira.
Esta é a primeira ação da ONU frente aos ataques do grupo terrorista palestino Hamas perpetrados contra Israel no último dia 7 de outubro.
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