O papa Francisco presidiu um serviço de Sexta-feira Santa e ouviu o pregador oficial do Vaticano acusar a comunidade internacional de indiferença com a perseguição dos cristãos, um dia após islâmicos atacarem uma universidade no Quênia, matando mais de 200 pessoas.

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    O padre Raniero Cantalamessa, cujo título é pregador da Casa Pontifícia, referiu-se ao ataque em que militantes da Al Shabaab começaram matando indiscriminadamente e depois libertaram alguns muçulmanos e alvejaram estudantes cristãos durante um cerco que durou cerca de 15 horas.

    O serviço “Paixão do Senhor”, no qual o papa se prostra em oração no chão de mármore da Basílica de São Pedro no dia em que cristão homenageiam a crucificação de Jesus, é uma das poucas vezes em que ele escuta enquanto alguém prega.

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    O sermão de Cantalamessa foi sobre a situação atual dos cristãos. “Os cristãos são, naturalmente, não as únicas vítimas da violência homicida no mundo, mas não podemos ignorar que, em muitos países, eles são as vítimas mais frequentes”, disse ele.

    Cantalamessa denunciou “a indiferença perturbadora das instituições mundiais e da opinião pública em face de toda esta matança de cristãos”.  Além dos assassinatos no Quênia, ele mencionou a decapitação de 22 cristãos coptas egípcios em fevereiro passado, por militantes do Estado Islâmico na Líbia.