A Espanha vive uma onda de envio de cartas-bomba, com seis confirmadas: foram encontrados até agora pacotes endereçados às embaixadas da Ucrânia e dos Estados Unidos em Madri, ao Centro de Satélites da União Europeia, à empresa de fabricação de armas Instalaza, ao Ministério da Defesa e ao Palácio de la Moncloa - este último destinado ao presidente do governo, Pedro Sánchez, no último 24, mas que foi interceptado.
A Audiência Nacional, corte superior espanhola, assumiu a investigação do caso e já está investigando como possível ato terrorista o envio de um desses envelopes à Embaixada da Ucrânia. A carta foi manuseada por um funcionário, explodiu e o feriu em uma mão.
Fontes da investigação disseram à Agência EFE que pelo menos quatro dos envelopes tinham a mesma caligrafia nos endereços, letras maiúsculas escritas à caneta e estão de alguma forma relacionados com a guerra na Ucrânia.
A Comissão Europeia disse nesta quinta-feira (1º) que os envios das cartas-bomba são “incidentes muito sérios e graves”, mas não quis especular sobre quais poderiam ter sido as razões.
“São incidentes muito sérios e graves e, naturalmente, estamos em contato com as autoridades espanholas que estão investigando o que aconteceu”, disse o porta-voz da Comissão Europeia para Relações Exteriores, Peter Stano, à emissora RTVE.
“Temos que ver as conclusões da investigação na Espanha, depois discutiremos se haverá consequências, se são incidentes isolados ou incidentes coordenados”, declarou o porta-voz. Stano também afirmou que Bruxelas não tem até o momento nenhuma informação de que eventos similares tenham ocorrido em outros países da União Europeia.
A ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, disse nesta quinta-feira, na cidade de Odesa, na Ucrânia, que as cartas-bomba não vão mudar o compromisso do governo espanhol com o país do leste europeu.
“A investigação está em andamento. Deve ficar claro que nenhuma carta ou ação violenta mudará o compromisso claro e firme da Espanha e dos países da OTAN e da União Europeia em apoiar a Ucrânia, que está defendendo uma causa justa”, declarou Robles em uma entrevista coletiva ao lado do ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov.
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