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Escândalo

Caso da mala provoca confronto

Buenos Aires – No dia em que os presidentes Néstor Kirchner e Hugo Chávez voltaram a se encontrar, na Bolívia, depois da divulgação do escândalo da mala envolvendo funcionários dos dois países, o governo argentino tentou mais uma vez empurrar para a Venezuela a responsabilidade pela tentativa do empresário Guido Alejandro Wilson de entrar na Argentina com US$ 790,5 mil não-declarados.

O chefe-de-gabinete de Kirchner, Alberto Fernández, disse à imprensa que "há algo que têm que explicar os que nos pediram que embarcássemos no avião esse senhor e os que aparentemente o conhecem'' – uma referência aos três funcionários da petroleira estatal venezuelana PDVSA que viajaram no avião alugado pela estatal argentina Enarsa.

Questionado se Caracas deveria dar explicações, Fernández respondeu: "Há uma parte que precisa ser explicada e não está a nosso alcance. Eles saberão o que têm que fazer''.

Apesar do tom de Fernández, ontem Kirchner e Chávez não trataram publicamente do tema no encontro na Bolívia. Kirchner ainda levou em sua comitiva o ministro do Planejamento, Julio de Vido, e o presidente da Enarsa, Exequiel Espinoza.

A oposição pede a demissão de De Vido, a quem respondia Claudio Uberti, que foi responsabilizado por ter permitido que Wilson viajasse no avião e, por isso, foi demitido ontem do seu cargo de presidente do Ente Regulador de Pistas. Espinoza também estava no avião com Uberti e preside a empresa responsável pelo fretamento, mas foi poupado.

Uma semana depois da descoberta da mala pela Alfândega de Buenos Aires, ainda não se sabe a origem nem o destino do dinheiro. Mas a causa em que Wilson é denunciado por suposto contrabando ficou sem juiz. A juíza Marta Novatti pediu para se desligar do caso por "razões de decoro e delicadeza'', depois que a Alfândega atribuiu a ela a decisão de que Wilson não fosse detido e de que o caso fosse investigado como uma infração aduaneira.

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