Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, e o vice-presidente de Cuba, Carlos Lage, encerraram neste sábado em Viena a Cúpula Alternativa paralela à de líderes da União Européia, da América Latina e do Caribe. Diante de um auditório com mais de mil de pessoas, que gritavam "Cuba, Cuba!" e "Evo,Evo!", Chavéz definiu os três dirigentes como "os meninos maus do império, o eixo do mal", e prometeu não mudar. "O dia em que o canalha nos elogiar teremos passado para o lado inimigo", ressaltou.

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- Diz a Evo que deixei um cadáver para ele, e ele terá que enterrá-lo - disse o presidente venezuelano, referindo-se à Comunidade Andina (CAN).

Morales assegurou que pretende transformar essa união de países andinos em uma "Comunidade Anti-imperialista de Nações" e antecipou que não prepara uma reforma para os camponeses, mas "uma revolução agrária".

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No ato, o fundador da União de Confederações de Granjeiros da França, José Bové, distribuiu folhas de coca como "símbolo da cultura indígena".

O presidente boliviano elogiou a iniciativa e lembrou que em 1995 esteve em Viena convidado por uma ONG para assistir a um painel de analistas da ONU sobre a descriminalização da folha de coca, mas que o Governo boliviano o impediu de participar.

- Coca não é cocaína - repetiu o presidente venezuelano, que manifestou que seu país e Cuba importarão essa planta para fazer chá, pão e remédios.

Chávez expressou sua rejeição ao que chamou de "turismo político", referindo-se à presença dos presidentes nas cúpulas oficiais e advertiu que se eles vieram só para isso, que não contem com ele, porque ele "tem que lutar".

O presidente venezuelano elogiou o governante cubano, Fidel Castro, e denunciou manobras "ameaçantes" da frota americana no Caribe.

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- Se o império se atrever a isso, o faremos sentir o gosto da derrota no Caribe, na América Latina. Não poderão conosco - afirmou o presidente venezuelano.

Chávez disse que em breve haverá uma nova guerra mundial e elogiou "a resistência iraquiana" aos EUA, país que definiu como "terrorista e genocida".

- Alca, para o inferno! - gritou Chávez, sobre Área de Livre-Comércio das Américas.