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Da esquerda para a direita, o presidente do Equador, Rafael Correa, o ex-presidente de Cuba Fidel Castro, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o presidente cubano Raúl Castro | AFP
Da esquerda para a direita, o presidente do Equador, Rafael Correa, o ex-presidente de Cuba Fidel Castro, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o presidente cubano Raúl Castro| Foto: AFP

Caracas - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou ontem que encerrou o primeiro de vários ciclos de aplicação de quimioterapia em Cuba e ratificou sua participação na eleição presidencial de 2012.

Chávez, que tem câncer em um órgão não revelado, disse que a aplicação do tratamento "a bomba atômica contra o mal" foi bem sucedida.

Em telefonema transmitido pela tevê, ele disse que recuperou peso e está com 86 quilos.

"Eu viverei, prometo, e venceremos. Vamos rumo à grande vitória em 2012 e rumo a um novo período 2013-2019."

O presidente venezuelano anunciou que começará um segundo ciclo do tratamento. "Estamos nos preparando para um segundo ciclo, são vários nesta batalha para derrotar definitivamente e eliminar qualquer risco de presença de células malignas neste corpo, que cumprirá 57 anos no próximo 28 de julho", afirmou.

Chávez não deu detalhes so­­bre o tipo de câncer que sofre. Ele afirmou que é cuidado por "um batalhão" de médicos e enfermeiras cubanas e venezuelanas. Disse também que cumpre uma rotina diária de exercício e de reabilitação.

O mandatário, no entanto, não esclareceu quantas sessões de quimioterapia a mais necessitará e também não disse quando regressará de Cuba à Venezuela.

Popularidade

A popularidade de Chávez não variou por causa do anún­­cio de que ele sofre um câncer e se mantém ao redor de 50%, segundo uma pesquisa divulgada ontem pelo instituto Da­­tanálisis, um dos maiores da Venezuela.

"Chávez está em uma espécie de teto do piso", disse León. "Ele fez o possível para resgatar sua popularidade e isso chegou a um limite" apesar dos planos para a construção maciça de casas populares e das ofertas de emprego que o go­­verno venezuelano lançou no primeiro semestre deste ano.

A pesquisa foi feita com 1,3 mil pessoas e tem margem de erro de 2,4 pontos porcentuais.

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