O governo da China demonstrou hoje estar mais preocupado com a crise nuclear iraniana. "A China tornou-se mais preocupada com a atual situação" envolvendo o Irã, afirmou Yang Jiechi, ministro das Relações Exteriores do país. Pequim segue, porém, resistindo aos pedidos para apoiar sanções contra Teerã, insistindo em negociações para encerrar o impasse.
O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, visitou a China hoje. Os britânicos defendem sanções mais duras ao Irã por seu controverso programa nuclear, demonstrando impaciência com o caso.
Jiechi disse, após se reunir com Miliband, que Pequim trabalhará com outros países para tratar do caso. Nações como Reino Unido e Estados Unidos desconfiam que o Irã busque secretamente produzir uma bomba atômica. Teerã, porém, diz ter apenas fins pacíficos, como a produção de energia.
Falando em entrevista coletiva ao lado de Yang, Miliband disse que há uma crescente "falta de confiança na comunidade internacional sobre as intenções iranianas". Segundo o britânico o Irã "pode ser tratado como um país normal em temas nucleares quando eles se comportarem como um país normal".
Yang, porém, não deu sinais de que a China possa apoiar sanções ao Irã no Conselho de Segurança (CS) da ONU - onde o país tem poder de veto. Segundo ele, esse tema "deve ser apropriadamente resolvido por meio de negociações pacíficas". O Irã já foi alvo de três rodadas de sanções no CS da ONU.
A China é um importante aliado do Irã, país onde tem muitos interesses econômicos. "Nós continuaremos a fazer esforços para trazer uma solução diplomática para o tema nuclear iraniano", afirmou Yang.
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