Procurador-Geral dos EUA, Merrick Garland, em coletiva de imprensa sobre ações do Departamento de Justiça para combater o tráfico de drogas| Foto: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS
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Ismael "El Mayo" Zambada, líder e cofundador do Cartel de Sinaloa, procurado há décadas pelas autoridades americanas, que ofereciam uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem a sua captura, foi preso no estado do Texas nesta quinta-feira (25), segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

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Joaquin Guzmán López, um dos filhos de outro fundador do cartel, Joaquin "El Chapo" Guzmán, foi preso junto com Zambada.

“O Departamento de Justiça prendeu mais dois alegados líderes do Cartel de Sinaloa, uma das organizações de tráfico de drogas mais violentas e poderosas do mundo. Ismael Zambada Garcia, ou 'El Mayo', cofundador do cartel, e Joaquin Guzmán López, filho do outro cofundador, foram presos hoje em El Paso, no Texas”, disse a pasta em comunicado.

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Os dois homens, segundo o texto, “são alvos de várias acusações nos EUA por liderarem as operações criminosas do cartel, incluindo suas letais redes de fabricação e tráfico de fentanil”.

Em fevereiro, um promotor de Nova York acusou Zambada pela quinta vez pelos crimes de fabricação e distribuição de fentanil nos EUA.

Além disso, a Procuradoria aumentou a recompensa de US$ 5 milhões para US$ 15 milhões para qualquer pessoa que fornecesse informações que levassem à prisão de Zambada.

“O fentanil é a ameaça de droga mais letal que nosso país já enfrentou, e o Departamento de Justiça não descansará até que cada líder, membro e associado do cartel responsável por envenenar nossas comunidades seja responsabilizado”, destaca o texto.

O Departamento de Justiça também lembrou a prisão de outros líderes e associados do Cartel de Sinaloa, como o próprio "El Chapo", além de outro filho dele e suposto líder do Cartel, Ovidio Guzmán López, e o suposto assassino número 1 do Cartel, Néstor Isidro Pérez Salas, conhecido como "El Nini".

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"El Chapo" Guzmán foi preso no México em janeiro de 2016, depois de protagonizar duas fugas em 2001 e 2015, e foi extraditado para os EUA em janeiro de 2017, onde foi condenado em julho de 2019 à prisão perpétua, além de mais 30 anos de pena.