Capitão não compareceu à audiência| Foto: Reuters Giampiero Sposito

A primeira audiência prévia ao julgamento pelo naufrágio do cruzeiro Costa Concordia, durante a qual será aberta oficialmente a caixa preta da embarcação, teve início ontem, em Grosseto, no centro da Itália, ante uma centena de advogados, cientistas e sobreviventes da tragédia de 13 de janeiro passado. O teatro de Grosseto foi requisitado para acolher todos os participantes e a cidade de Toscana, da qual depende a pequena ilha de Giglio, foi invadida pelos meios de comunicação do mundo todo. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, protagonista da catástrofe que deixou 32 mortos, não estará presente na audiência. Segundo seu advogado, Schettino – apelidado "capitão covarde" – teme por sua segurança.

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Uma sobrevivente presente, Francesca Bertaglia, não escondia sua revolta em relação ao capitão. "É um imbecil, e também um criminoso". No total, nove empregados da companhia Costa estão indiciados por homicídio por imprudência, naufrágio e falta de comunicação com as autoridades marítimas. O capitão também é acusado de ter abandonado seu navio durante a evacuação dos passsageiros. O Costa Concordia viajava com 4.229 pessoas a bordo, incluindo 3.200 turistas de 60 nacionalidades diferentes e mil membros da tripulação, quando se chocou contra uma rocha. A catástrofe deixou 32 mortos, dos quais foram recuperados 25 corpos. Sete permanecem desaparecidos.