O número de mortos pela violência entre a população budista e a muçulmana no oeste de Mianmar, para onde foram enviadas tropas de reforço, já chegou a sete, informou nesta quinta-feira (25) o chefe de comunicação do governo, Myo Than.
Além disso, cerca de 50 pessoas ficaram feridas e mais de mil casas foram incendiadas nos distúrbios registrados entre domingo (21) e terça-feira (23) em várias aldeias no estado de Rakhine, contíguo a Bangladesh.
Em uma tentativa de evitar novos enfrentamentos sectários, as autoridades mantêm o toque de recolher nas aldeias de Mrauk U e Minbya, origem dos atos violentos que depois se estenderam a outras localidades.
Myo Than explicou que, embora a Polícia tenha restabelecido a segurança, o Governo deu ordem de enviar tropas de reforço à região, na qual a onda de violência iniciada em 28 de maio causou 88 mortes, a maioria de muçulmanos da etnia rohingya.
O estopim dessa primeira onda de violência, durante a qual também foram destruídas 2.230 casas e 100 mil pessoas fugiram das aldeias, foi a descoberta do cadáver de uma mulher budista estuprada e assassinada por três muçulmanos.
Em torno de 800 mil muçulmanos da etnia rohingya vivem em Mianmar, a maioria em Rakhine, embora as autoridades deste país, de maioria budista, não reconheçam sua cidadania e afirmem que eles procederam de Bangladesh.
Esta comunidade apátrida também não é reconhecida em Bangladesh, onde cerca de 300 mil rohingya se encontram amontoados em campos de refugiados.
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