A ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff anunciou neste domingo (23) que continuará à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), também conhecido como Banco dos Brics, após receber o apoio oficial do ditador russo, Vladimir Putin.
A oportunidade de Dilma permanecer no cargo, ocupado por ela desde 2023, teria partido de uma articulação do presidente Lula com lideranças do grupo Brics, que resultou na aprovação da ex-presidente por unanimidade do conselho, durante reunião em Pequim, China, no final de semana.
Com a nova eleição, ela permanecerá no cargo por mais cinco anos. Ainda durante o final de semana, a ex-presidente do Brasil participou do Fórum de Desenvolvimento da China, encontro liderado pelo primeiro-ministro do regime de Xi Jinping, Li Qiang, com executivos de empresas internacional como Apple, Pfizer e Boeing.
Um dos temas centrais do encontro empresarial foi a taxação do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos importados. Dilma comentou a ameaça do republicano de taxar em até 100% os países do Brics caso o bloco substitua o dólar como moeda oficial.
A ex-presidente do Brasil ironizou: “Ele vai taxar a União Europeia (UE)? O euro é uma moeda alternativa”.
O bloco dos Brics tem como membros atualmente o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de integrantes que entraram recentemente como o Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos. O banco liderado por Dilma tem como objetivo aprovar o financiamento de projetos nesses países incluídos no bloco.
Em setembro do ano passado, Dilma foi homenageada pelo ditador da China, Xi Jinping, com uma "medalha da amizade", a mais alta honraria estatal concedida a estrangeiros, segundo a imprensa chinesa.
Esse tipo de homenagem é “dedicada àqueles que fizeram contribuições excepcionais para a modernização da China, promoveram intercâmbios e cooperação entre a China e o resto do mundo, e defenderam a paz mundial”.
Enquanto Dilma participa de eventos na China, Lula segue com agenda externa no Japão, onde pretende discutir com lideranças alternativas para reduzir os efeitos das tarifas anunciadas por Trump contra todas as importações que chegam aos EUA.
Dilma encontra deputados do MST em Xangai
Nos últimos dias, a ex-presidente brasileira também se reuniu com quatro deputados estaduais e vereadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na China.
Em uma publicação nas redes sociais, o MST disse que a conversa foi sobre os “desafios da agricultura camponesa no Brasil, o intercâmbio e a cooperação com a China na área agrícola, o papel do Banco e dos BRICS para a produção de alimentos”.
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