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Ditador comunista

EUA ofereceram petróleo e investimentos a Cuba em troca da saída de Díaz-Canel do poder, diz jornal

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O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel. (Foto: Divulgação/Regime de Cuba)

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O governo do presidente Donald Trump ofereceu ao regime comunista de Cuba um acordo que previa fornecimento de petróleo dos Estados Unidos e investimentos americanos no setor elétrico da ilha em troca, entre outras condições, da saída do ditador Miguel Díaz-Canel do poder, informou nesta quinta-feira (10) o jornal Miami Herald.

Segundo o jornal, a proposta foi discutida em negociações extraoficiais realizadas no início deste ano entre representantes de Washington e interlocutores cubanos. O plano buscava aproveitar a grave crise energética enfrentada pela ilha para pressionar Havana por mudanças políticas e econômicas.

Entre as exigências americanas estava também a privatização da CUPET, estatal responsável por boa parte do setor petrolífero cubano. Em contrapartida, empresas dos Estados Unidos poderiam fornecer combustível e investir na deteriorada rede de geração e distribuição de energia do país.

De acordo com a reportagem, o regime cubano resistiu à proposta por considerar que ela deixaria a ilha excessivamente dependente de empresas americanas. A exigência para que Díaz-Canel deixasse o poder também se tornou um dos principais obstáculos às conversas. As negociações acabaram não avançando.

Neto de Raúl Castro participou das conversas

Os contatos entre Washington e Havana vinham sendo conduzidos fora dos canais diplomáticos tradicionais. Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro e conhecido como “El Cangrejo”, tornou-se um dos principais interlocutores cubanos nas conversas com integrantes do governo Trump. Embora não ocupe um cargo formal de primeiro escalão, ele é próximo do avô e possui influência sobre interesses ligados ao conglomerado militar GAESA, que controla uma parcela relevante da economia cubana.

Em fevereiro, o Miami Herald e o portal Axios já haviam revelado que o secretário de Estado Marco Rubio mantinha contatos com Rodríguez Castro enquanto Washington aumentava a pressão sobre Havana. Na época, um integrante do governo Trump descreveu as conversas como discussões sobre “o futuro” de Cuba.

Meses depois, autoridades cubanas passaram a reconhecer publicamente o papel do neto de Raúl Castro nessas tratativas. Em julho, integrantes do regime afirmaram que ele participava dos contatos por decisão da própria liderança do país.

Rodríguez Castro também declarou publicamente disposição para conversar com Washington, mas afirmou que os Estados Unidos não poderiam determinar como Cuba deveria ser governada.

No início deste ano, Trump ampliou a pressão sobre fornecedores de combustível de Cuba e ameaçou aplicar tarifas a países que continuassem vendendo ou fornecendo petróleo a Cuba. A medida reduziu ainda mais a disponibilidade de combustível em um país que já enfrentava frequentes colapsos da rede elétrica e apagões prolongados. A crise provocou interrupções no transporte, perda de alimentos por falta de refrigeração e cortes de energia que chegaram a durar várias horas por dia em diferentes regiões do país.

Washington sustentou que a pressão buscava obrigar o regime comunista a promover mudanças econômicas e políticas.

Com o fracasso das negociações, Washington retomou o caminho de maior pressão econômica. Nas últimas semanas, o governo Trump anunciou novas sanções contra empresas cubanas ligadas aos setores de energia, mineração e finanças e contra pessoas próximas à estrutura de poder do regime.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou no último domingo (7) que atualmente não existem negociações em andamento com os EUA nem novas conversas programadas com os Estados Unidos. Segundo ele, os canais de comunicação continuam existindo, mas não produziram avanços.

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