Incentivo governamental aumentou em 50% o uso da bicicleta como meio de transporte| Foto: Creative Commons

Energia

A experiência de incentivo ao uso da bicicleta, financiada pela Agência do Meio Ambiente e Controle da Energia, coincide com a tramitação no Parlamento francês de um projeto de lei sobre transição energética. Nessa proposta se inclui o pagamento da indenização aos que vão para o trabalho de bicicleta. O objetivo do projeto é reduzir o consumo energético das famílias, assim como o peso das energias fósseis e nuclear.

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5,6 bilhões de euros, somente na área de saúde, é a estimativa de economia do governo francês com o incentivo ao uso da bicicleta pelos trabalhadores. Em contrapartida, as despesas com a iniciativa ficaram na casa dos 20 milhões de euros. Esse valor está sendo repassado pelas empresas em troca de isenções fiscais. Outros países já adotaram projetos de estímulo ao uso da bicicleta, como Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Holanda e Reino Unido.

Pagar 0,25 euro por quilômetro aos funcionários que vão ao trabalho de bicicleta se traduziu em um aumento de 50% do uso desse meio de transporte, segundo os resultados de um experimento oficial de cinco meses na França apresentados na última sexta-feira pelo governo do país.

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A porcentagem dos que utilizaram a bicicleta para ir de casa para o trabalho entre os 8 mil funcionários das 18 empresas que voluntariamente participaram do estudo subiu entre o dia 1º de junho e 1º de novembro passados de 2% para 3,6%, explicou em comunicado o Ministério de Ecologia.

No total, 380 pessoas se inscreveram para receber uma "indenização" por se deslocar de bicicleta, às quais é preciso acrescentar 39 que também foram para o trabalho no veículo, mas que em troca disso guardaram a parte do abono para o transporte público que a empresa tem de pagar.

Na maior parte dos casos, a adesão ao experimento foi feita através de um formulário no qual o trabalhador se comprometia a realizar os trajetos para o trabalho de bicicleta e devia especificar quantos ao mês.

Os responsáveis pelo teste detalharam que quem aderiu declarou uma distância média de pouco mais de cinco quilômetros (superior aos 3,4 quilômetros de uma pesquisa de 2008 como referência) que deve ser "afinada" porque "parece estar relacionada com o impacto financeiro".

As empresas, em qualquer caso, afirmaram que não tinham tido muitas dificuldades para verificar as distâncias percorridas e "não constataram abusos".

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O Ministério de Ecologia ressaltou que o resultado é "muito positivo" para a saúde da população, já que o risco de doença diminui quanto maior o percurso realizado fazendo exercício.

Além disso, ressaltou que um terço dos novos ciclistas também aumentou a utilização da bicicleta para outros usos, como ir fazer compras ou se movimentar em seu tempo livre.

No teste se constatou que, entre os obstáculos para o uso desse meio de transporte, estão as más condições meteorológicas, mas também as consequências dessa opção sobre o tempo de trabalho.