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Líder da oposição

González Urrutia irá aos Estados Unidos e quer se reunir com Joe Biden

Edmundo González, líder da maior coalizão da oposição, a Plataforma Unitária Democrática (PUD), que denunciou fraude de Maduro nas eleições de julho (Foto: EFE/Lavandeira jr)

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O líder oposicionista venezuelano, Edmundo González Urrutia, confirmou no último sábado (4), em Buenos Aires, que viajará para os Estados Unidos e que planeja se reunir com o presidente Joe Biden, como parte de sua viagem internacional antes de 10 de janeiro, quando pretende assumir o governo venezuelano.

"Nesta mesma noite, partiremos para os Estados Unidos", disse González Urrutia em entrevista coletiva realizada na sede do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, após sua reunião com o presidente Javier Milei na Casa Rosada.

Ele foi acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Gerardo Werthein, e pela ministra da Segurança, Patricia Bullrich. Após a Argentina, o líder da oposição visitou o Uruguai, onde foi recebido Luis Lacalle Pou.

"A agenda (nos Estados Unidos) ainda está sendo definida, mas inclui reuniões com líderes políticos representados no Congresso. Também estamos planejando uma conversa com o presidente Biden e estamos aguardando definições sobre as novas autoridades", disse González Urrutia quando perguntado sobre uma possível reunião com Donald Trump, que assumirá o cargo em 20 de janeiro.

González Urrutia, de 75 anos, foi o candidato da Plataforma Unitária Democrática (PUD), a maior coalizão de oposição venezuelana, nas eleições presidenciais de 28 de julho.

A PUD alega ter coletado, por meio de testemunhas e mesários, mais de 85% das atas eleitorais que, segundo o grupo, mostram González Urrutia como o vencedor das eleições presidenciais, documentos que o governo acusa de serem falsos.

Quando perguntado se estará na Venezuela em 10 de janeiro, apesar do fato de haver um mandado de prisão contra ele e do ditador Maduro ter anunciado uma recompensa por informações que levem à sua prisão, González Urrutia limitou-se a confirmar que viajará ao seu país para tomar posse, sem dar detalhes, alegando razões de segurança.

"Hoje, mais do que nunca, sinto-me geográfica e emocionalmente mais próximo de cumprir o mandato que os venezuelanos nos deram nas eleições de julho", disse o político, indicando que 10 de janeiro será uma "data carregada de emoções".

"Não vou revelar mais do que já disse: que minha intenção é ir à Venezuela simplesmente para tomar posse do mandato que os venezuelanos me deram quando me elegeram com mais de 7 milhões de votos", disse ele, depois de deixar claro que "as circunstâncias são complicadas".

A viagem, que começou no último sábado na Argentina, o levou ao Uruguai, e seguirá para os Estados Unidos, ao Panamá e à República Dominicana, por enquanto, com o objetivo de reunir apoio para assumir a presidência.

González Urrutia justificou que não viajará ao Chile porque o presidente Gabriel Boric não está em Santiago no momento.

"Entramos em contato com seus colaboradores para marcar uma reunião, mas ele está fora de Santiago, em uma missão, e não é fácil marcar uma reunião em um espaço de tempo tão curto", explicou.

Com relação à visita à Argentina, o político venezuelano disse que "foi um dia extraordinário".

"Discutimos longamente com o presidente Milei, ouvindo suas observações sobre como ele soube administrar a economia argentina e que lições poderíamos aprender com isso", relatou.

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