Um incêndio deixou ao menos 357 mortos em Honduras, no fim da noite de quarta-feira, provocando questionamentos sobre as condições do sistema carcerário do país.
O fogo atingiu o presídio de Comayagua, a 75 quilômetros ao norte da capital Tegucigalpa. A penitenciária estava superlotada, segundo relatam agências de notícias.
Ontem, as informações a respeito do incidente hondurenho eram escassas.
O sargento Josué García, do Corpo de Bombeiros de Comayagua, confirmou o número de mortos. O comandante-geral dos bombeiros de Honduras, Jaime Omar Silva, fez a ressalva, porém, de que os dados são preliminares e "podem subir ou diminuir".
Silva disse que as causas estão sendo investigadas, e um relatório deve ser apresentado hoje.
A mídia local levanta versões para o ocorrido, como um motim ou um desentendimento entre presos. As autoridades não confirmam. Algumas vítimas do incêndio foram encontradas carbonizadas, e será necessário teste de DNA ou analisar arcada dentária para identificá-los.
Familiares dos mortos se dirigiram à prisão e chegaram a lançar pedras contra a polícia, tentando invadir o local. As forças de segurança reagiram atirando para cima e disparando gás lacrimogêneo.
A superlotação de prisões é recorrente no país, com 13 mil presos para a capacidade de 8 mil, diz a ONG Human Rights Watch.