Um dos países mais fechados do mundo em termos de recepção a estrangeiros, o Irã deverá autorizar a partir do próximo ano que brasileiros permaneçam até duas semanas no país a passeio ou negócios. Outra ideia é liberar diplomatas e empresários brasileiros da obrigatoriedade de obtenção de visto para entrar em território iraniano.
As duas mudanças estão na pauta de negociações dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Mahmoud Ahmadinejad, na próxima segunda-feira (23). Em entrevista nesta terça (17) Agência Brasil, o embaixador do Irã em Brasília, Mohsen Shaterzadeh, afirmou que o objetivo é ampliar o acordo de liberação de vistos para toda a população.
Inicialmente, diplomatas e empresários deverão ser liberados do visto. Depois, a população em geral. Há estudos também deverá ser autorizada a permanência [de brasileiros no Irã] por até 15 dias, afirmou.
Em outubro, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Alireza Salari, afirmou Agência Brasil que a visita de Ahmadinejad ao Brasil vai fortalecer as relações consulares entre os dois países. Com isso, o Brasil passaria ser um dos poucos países a não exigir visto para cidadãos iranianos.
Para Salari, as conversas entre os presidentes vão gerar ainda um processo de integração econômica e cultural, em decorrência dos perfis do Brasil e do Irã. De acordo com Salari, as duas economias, em fase de desenvolvimento, são complementares e têm um Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de US$ 1 trilhão.
Estudos realizados pelo governo iraniano indicam que os acordos em projetos industriais e comerciais devem envolver não apenas as empresas públicas, mas o setor privado. De acordo com Shaterzadeh, durante a visita de Ahmadinejad ao Brasil, serão negociados vários acordos nas áreas culturais incluindo música e cinema.
No próximo fim de semana, o presidente do Irã desembarca em Brasília com uma comitiva de 300 pessoas. São empresários que atuam nas mais diferentes áreas desde indústrias até mineração, agricultura, agronegócios e pesquisas, entre outros. A visita do iraniano gera críticas e ocorre uma semana depois de o presidente de Israel, Shimon Peres, ter estado no Brasil.
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