O governo israelense afirmou ontem que um mandado de prisão foi expedido na Grã-Bretanha contra a ex-ministra das Relações Exteriores Tzipi Livni. Israel advertiu que as tentativas de julgar em cortes britânicas líderes israelenses por crimes de guerra ameaçam as relações bilaterais.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ordem de prisão contra Livni é "um absurdo" e alertou que a tentativa de perseguir oficiais israelenses acusados de crimes de guerra na Faixa de Gaza poderá prejudicar as relações entre os dois países.
Israel pediu à Grã-Bretanha que mude uma lei que permitiu a palestinos apresentarem acusações contra pessoas que não são cidadãos britânicos, por supostos crimes cometidos fora das fronteiras do país europeu. A ameaça já levou vários funcionários e comandantes militares da reserva israelenses a cancelarem viagens à Grã-Bretanha.
Antes uma importante negociadora com os palestinos, Tzipi Livni é considerada em boa parte do Ocidente uma pessoa que luta pela paz. Como ministra das Relações Exteriores, porém, ela defendeu fortemente a agressiva ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza mais cedo neste ano. O apoio dela à operação permaneceu forte, apesar das críticas internacionais por causa das centenas de mortes de civis.
Tzipi deixou o cargo em fevereiro, após eleições parlamentares, e atualmente é líder da oposição no país. O escritório dela se recusou a confirmar os relatos da mídia árabe, segundo os quais ela teve que cancelar uma viagem a Londres temendo problemas legais.
Escalada internacional do embate entre Moraes e direita evoca sanções inéditas ao juiz
Desaprovação ao governo Lula dispara enquanto Tarcisio cresce para 2026; acompanhe o Entrelinhas
Congressistas dos EUA votam proposta que pode barrar entrada de Moraes no país
Mudanças em ministérios indicam guinada do governo para petismo ideológico