O socialista François Hollande venceria o segundo turno da eleição presidencial da França, em 6 de maio, com 54% dos votos, contra 46% do atual presidente, Nicolas Sarkozy, segundo uma nova pesquisa.
A sondagem do instituto LH2 para o Yahoo! mostra uma pequena mudança em relação a uma pesquisa de 19 de abril, antes do primeiro turno. Na ocasião, Hollande tinha 56% das intenções de voto e Sarkozy 44% para o segundo turno.
De acordo com a pesquisa divulgada neste domingo, Hollande se beneficiaria no segundo turno de 70% dos votos do candidato da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon (11,1% no primeiro turno), 30% dos votos de François Bayrou (9,1%) e 20% dos votos de Marine Le Pen (17,9%).
Sarkozy teria o apoio de 2% dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon, 31% dos simpatizantes de François Bayrou e 45% dos eleitores de Marine Le Pen.
Sarkozy prevê "participação massiva" em 6 de maio
A uma semana do segundo turno da eleição presidencial na França, o presidente Nicolas Sarkozy, declarou, em uma entrevista concedida à revista Parisien Dimanche, que "sente crescer uma mobilização" que "nunca viu em toda (sua) vida política", indicando que as pesquisas "se enganaram" e que haverá "uma participação massiva".
Perguntado sobre a possibilidade de ser derrotado no segundo turno como preveem todas as pesquisas, o presidente-candidato da UMP (direita) respondeu: "Vamos ver. Mas lembro a vocês que há três meses toda a classe midiática ainda se questionava se eu chegaria ao segundo turno".
"As pesquisas se enganaram profundamente", disse. "Vejam a abstenção, que foi totalmente superestimada. Foi dramático", disse. No primeiro turno, a participação chegou a 80%, enquanto várias pesquisas previam nas últimas semanas que ela não superaria 75%, ou até 70%.
"Sinto crescer uma mobilização que nunca vi em toda a minha vida política", acrescentou Sarkozy, "e, depois do primeiro turno, nós crescemos ainda mais. Haverá uma participação massiva".
Nicolas Sarkozy que se recusa a dizer quem ele designará para o posto de primeiro-ministro em caso de vitória no dia 6 de maio, ressaltou que "o futuro da maioria, é encontrar uma coerência entre os centristas e a direita republicana".
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