Barack Obama durante evento em homenagem aos campeões do Super Bowl de 1985, na Casa Branca: presidente está em ritmo de campanha à reeleição| Foto: Mandel Ngan/AFP

Republicanos

Romney escolhe ex-embaixador no Brasil como conselheiro

O pré-candidato republicano Mitt Romney anunciou a escolha de Clifford Sobel, ex-embaixador dos EUA no Brasil, para atuar como conselheiro para a América Latina. Em discurso ontem, Romney prometeu uma "diplomacia robusta" para a região e uma campanha para promoção do comércio.

Republicano e formado em administração, Sobel representou o país em Brasília durante três anos. Para ele, existe uma histórica relação especial entre os países, que foi reforçada pelo bom relacionamento entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush.

"Sobel pode ter uma influência positiva, mas a América Latina ainda vai continuar a ter baixa prioridade", avalia o ex-embaixador brasileiro em Washington Rubens Barbosa.

Mitt Romney, que, segundo as pesquisas, está à frente do presidente Barack Obama em intenção de voto, fez ontem seu discurso mais firme centrado em política externa. Pediu um século de domínio norte-americano, falou em ignorar instituições como a ONU se necessário e disse que Deus criou os Estados Unidos para liderarem o mundo.

"Este tem quer ser um século americano. Num século americano, a América tem a economia mais forte e o maior poder militar do mundo. Deus não criou esse país para ser uma nação de seguidores. A América precisa liderar o mundo, ou alguém tomará a frente", afirmou.

Folhapress

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A Casa Branca anunciou ontem novas medidas para proteger informações secretas e as redes de computador do governo contra divulgações não autorizadas, co­­mo aconteceu ano passado com a publicação de milhares de dados sigilosos pelo WikiLeaks. A or­­dem assinada pelo presidente Barack Obama é resultado de sete meses de investigações.

Entre as medidas, estão novas diretrizes sobre o número de pessoas com acesso a dados confidenciais, o compartilhamento de informação entre as diferentes agências do governo e a identificação no acesso de arquivos secretos via internet. Cada agência go­­vernamental ainda terá um oficial destacado para garantir a segurança de informações confidenciais.

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Também está prevista a criação de um grupo de trabalho para "melhorar a proteção e reduzir a vulnerabilidade" dos arquivos de Estado contra o que a Presidência classifica como "ameaças internas". A comissão permanente será comandada pelo procurador-geral dos EUA, Eric Holder, e pelo diretor de inteligência nacional, James Clapper. Com a iniciativa, a Casa Branca pretende "re­­duzir o risco de futuras infiltrações" e "melhorar a segurança na­­cional mediante um intercâmbio responsável e controlado de informações confidenciais".

"A segurança da nossa nação requer que informações secretas sejam compartilhadas imediatamente por usuários autorizados ao redor do mundo, mas também requer medidas sofisticadas e vi­­gilantes para assegurar que sejam compartilhadas em segurança", afirma a ordem de Obama.

O governo norte-americano considera que os dados obtidos nos últimos anos pelo WikiLeaks sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão, assim como correspondências do Departamento de Estado, colocaram em perigo os agentes que trabalham para a administração, provocaram a suspensão de importantes projetos e criaram tensões políticas entre Washington e alguns de seus aliados no exterior.

A Justiça dos EUA atribuiu grande parte dos vazamentos ao soldado Bradley Manning, que atualmente está preso acusado de ter repassado dados secretos ao WikiLeaks.

Desde que a organização dirigida pelo australiano Julian As­­sange publicou alguns dos documentos obtidos, o Pentágono, a CIA [agência de inteligência] e o Departamento de Estado começaram a adotar precauções adicionais para evitar novos vazamentos. O Departamento de Estado mudou o canal até então para o envio de mensagens diplomáticas entre Washington e suas em­­baixadas em diferentes países. O Pentágono, por sua vez, incorporou novos programas de controle sobre o acesso à internet.

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