Uma operação policial prendeu nesta quarta-feira (16) 660 pessoas suspeitas de envolvimento com pedofilia no Reino Unido.
Entre os detidos estão médicos, professores e profissionais de saúde. De acordo com a Agência de Crime Nacional (NCA), espécie de FBI britânico, mais de 400 crianças estavam expostas a pornografia infantil acessada por essas pessoas.
A investigação, considerada sem precedentes no Reino Unido, durou seis meses e atingiu nove mil computadores e telefones, além de busca em 833 propriedades.
Ao todo, envolveu 45 policiais de Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte. Dos presos, 39 já tinham algum registro de envolvimento com abuso sexual.
Segundo Phil Gormley, diretor da NCA, as imagens eram acessadas em um espaço da internet chamado de "dark net", que não aparece em buscas normais. É usado, diz, justamente para burlar a fiscalização das autoridades.
"Algumas pessoas que começam a acessar imagens indecentes online vão para o abuso sexual diretamente. Então, a operação não é apenas sobre pegar pessoas que já tiveram casos de abuso, mas é sobre a influência de potenciais infratores antes que eles cruzem essa linha", diz.
"A internet não é um espaço anônimo seguro para acessar imagens indecentes", ressaltou. Os métodos de investigação não foram revelados.
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