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Newtown

Pai de autor de massacre acredita que poderia ter sido morto

Em sua primeira entrevista desde o massacre de Newtown, em dezembro de 2012, Peter Lanza, o pai do atirador Adam Lanza que matou a mãe e outras 26 pessoas, entre elas 20 crianças, em uma escola primária, disse acreditar que o filho poderia também tê-lo matado "em um piscar de olhos".

"Vendo em retrospectiva, sei que Adam teria me matado num piscar de olhos, se ele tivesse tido a chance. Não tenho a menor dúvida. A razão de ele ter atirado em Nancy [mãe de Adam] quatro vezes foi cada um de nós: uma por ela, uma por ele, uma por Ryan [irmão] e uma por mim", disse Peter à revista New Yorker.

Alerta

O pai decidiu quebrar o silêncio de quase um ano em setembro passado, quando aceitou o pedido de entrevista da revista. Segundo ele, o objetivo era alertar outros pais que podem estar passando pelos mesmos problemas com os filhos. "Queria que as pessoas temessem o fato de que pode acontecer com elas", disse. Para ele, esse perigo é "real". "E não precisa ser compreendido para ser real."

Ele diz pensar constantemente no que poderia ter feito diferente em relação ao filho, com quem não falava havia quase dois anos.

"Não tem como haver um mal maior", disse. "Quanto eu me culpo pelo fato de que ele era meu filho? Muito."

Peter, que recebeu o repórter da New Yorker seis vezes em sua casa desde se­tembro, afirmou ainda que "trocaria de lugar" com os pais das vítimas de Newtown se isso ajudasse em algo. "Um familiar de uma das vítimas me disse que ele perdoava Adam depois de ter conversado comigo. Eu não sabia nem o que responder. Uma pessoa que perdeu seu filho, seu único filho", disse Peter.

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