Deputados, senadores e representantes regionais começam hoje o processo de escolha do presidente da república na Itália.
Na tarde de ontem, Pier Luigi Bersani, líder centro-esquerda, anunciou Franco Marini como o candidato da legenda à presidência da república.
O ex-premiê Silvio Berlusconi, do Partido da Liberdade, de centro-direita, declarou que seus aliados também votarão em Marini. Se confirmada nas urnas, esta aliança garantirá os dois terços necessários para que a eleição seja decidida em primeiro turno.
Na última eleição parlamentar, ocorrida há pouco mais de um mês, nenhuma das coligações conseguiu maioria absoluta nas cadeiras e nenhum dos grupos políticos pôde indicar o próximo presidente. Também não houve alianças parlamentares ao longo das últimas semanas.
Agora, os 1.007 membros com direito a voto têm a missão de encontrar um nome que represente todos os grupos políticos.
Expectativas
Em visita diplomática ao Paraná, o embaixador da Itália no Brasil, Raffaele Trombetta, e Renata Bueno, eleita deputada para representar os italianos que vivem na América do Sul (ela tem dupla cidadania), falaram sobre suas expectativas para a eleição presidencial da Itália.
"Os partidos políticos estão discutindo e tentando achar a melhor solução para a Itália e estou convencido de que, assim como nos outros processos eleitorais, a pessoa escolhida será uma pessoa que representará toda a Itália, mesmo que as eleições das últimas semanas não tenham tido um resultado claro", comentou Trombetta sobre a grande divisão política enfrentada pelo seu país.
Renata Bueno diz que o atual impasse político também é um reflexo da crise econômica enfrentada pelo país. A deputada defendeu ainda que os três grupos políticos buscarão um acordo para eleger um nome que satisfaça as três bancadas.
Peça-chave
"A gente aguarda essa eleição do novo presidente, pois hoje é uma peça-chave para desatar esse grande nó que está sendo a formação do governo italiano. Entendo que essa escolha do presidente da república é buscada por meio de um acordo entre o bloco de direita, o bloco de esquerda e essa terceira força que nasce, o Movimento 5 Estrelas, e temos uma equivalência nessas três forças", reforçou a deputada que compõe a bancada centro-esquerda.