Teerã O Irã considera que a "fatwa" do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruholah Khomeini, que condena à morte o escritor britânico Salman Rushdie, continua em vigor, declarou ontem o porta-voz da diplomacia iraniana, Mohammad Ali Hosseini.
"A posição da República Islâmica neste assunto não mudou com relação à estabelecida pelo imã Khomeini",disse o porta-voz.
O escritor foi condecorado no último 16 de junho pela rainha britânica Elizabeth II, num gesto que foi qualificado de sinal de "islamofobia" pelas autoridades iranianas.
O imã Khomeini condenou à morte Rushdie e seu editor em 14 de fevereiro de 1989 por blasfêmia por causa do romance "Os Versos Satânicos".
O governo iraniano informou em 1998 que não tentaria aplicar este decreto. Mas em janeiro de 2005, o sucessor de Khomeini, o aiatolá Ali Khamenei, qualificou Rushdie de apóstata, cujo sangue pode ser derramado impunemente.
Na sexta-feira passada, um religioso que celebrava a oração de sexta-feira, em Teerã, Ahmad Khatami, declarou que "a fatwa revolucionária do imã Khomeini continua válida e não é modificável".
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