Oito anos depois de sobreviver ao atentado na escola secundária Columbine, quando dois alunos mataram 15 pessoas e deixaram outras 23 feridas, a estudante Regina Rohde passou a ter mais um triste episódio no seu currículo escolar. Na segunda-feira, ela estava entre os universitários de Virginia Tech surpreendidos pelo estudante sul-coreano Cho Seung-Hui, que matou 32 pessoas e em seguida deu um tiro na própria cabeça.
- Muitas coisas passaram pela minha cabeça: "O que está acontecendo? Quem está ferido? Para onde nós vamos?". Foram as mesmas perguntas que nós nos fizemos em Columbine - contou ela nesta sexta-feira à rede de televisão americana NBC, um dia depois de a emissora ser criticada por reproduzir imagens enviadas pelo atirador.
Regina diz que durante muito tempo sofreu com a desconfiança de que qualquer pessoa poderia atacá-la. Em 1999, ela estava na lanchonete da escola, o ponto de partida do ataque dos estudantes Eric Harris e Dylan Klebold. Regina foi uma das pessoas que conseguiu escapar do prédio antes mesmo das primeiras ligações para a polícia.
Em Virginia Tech, a estudante estava fora da linha de tiro do autor do massacre, mas soube que um atirador estava rondando a universidade. Inicialmente, ela não associou as duas experiências.
- Por algum motivo, só depois eu voltei àquele dia oito anos atrás - disse.
Embora já tenha passado por uma situação semelhante, ela diz que ainda não consegue assimilar o que aconteceu.
- Eu não acredito que muitas pessoas tenham sido atingidas por isso, incluindo eu. Eu ainda não consegui entender o que realmente aconteceu.
Na quinta-feira, escolas americanas entraram em alerta máximo diante da ameaça de novos ataques. Agora, Regina acredita que dificilmente voltará a se sentir segura.
- Você pode voltar ao seu dia-a-dia, sem olhar constantemente ao redor. Demorei anos para conseguir isso. Mas você nunca volta a se sentir completamente seguro.