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Imigrantes ilegais detidos na fronteira com o Texas em foto de março deste ano | REUTERS/Eric Thayer/Files
Imigrantes ilegais detidos na fronteira com o Texas em foto de março deste ano| Foto: REUTERS/Eric Thayer/Files

O governador do Texas, Rick Perry, anunciou nesta segunda-feira que no próximo mês enviará mil soldados da Guarda Nacional à fronteira com o México para conter a avalanche de crianças imigrantes que chegam da América Central.

Em entrevista coletiva em Austin, Perry justificou sua decisão pelas consequências geradas pela chegada dos menores, como o fato de que os criminosos aproveitam que a Patrulha Fronteiriça está concentrada em atender às crianças para intensificar suas atividades de tráfico de pessoas e de drogas.

"Não vou ficar de braços cruzados. O preço da inação é alto demais", disse o governador, cujo nome reapareceu na esfera nacional após a crise da imigração infantil, e muitos apontam que pode apresentar de novo sua candidatura à presidência dos Estados Unidos em 2016, como fez em 2012.

Como governador, Perry é o comandante-em-chefe das forças militares do Texas e pode dispor delas, a menos que já tenham sido mobilizadas a pedido do governo federal.

Os republicanos do Congresso insistiram nas últimas semanas com o presidente Barack Obama na necessidade de reforçar a segurança na fronteira perante a chegada em massa das crianças, com o objetivo de fazer frente às quadrilhas que operam na região e para aliviar o trabalho da Patrulha Fronteiriça.

No entanto, o plano para atalhar a crise proposto pelo presidente e avaliado em US$ 3,7 bilhões, que ainda não foi aprovado pelo Congresso, não considera esta possibilidade.

Os legisladores conservadores estão reticentes em aprovar uma quantia tão alta de fundos de emergência para o assunto e ainda mais porque o plano, segundo sua opinião, não contempla um reforço suficiente da segurança fronteiriça.

Perry solicitou também a Obama e ao Congresso que contratem outros três mil agentes para a Patrulha Fronteiriça no Texas que possam substituir de maneira temporária às forças atuais. EFE

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