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Presidente dos EUA

Trump diz que Espanha está “arruinada” e classifica como “muito triste” crise imigratória em Ceuta

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou novamente a crise de imigrantes em Ceuta. (Foto: Samuel Corum/EFE/EPA/POOL)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta quinta-feira (3) a Espanha como um país "arruinado" e voltou a criticar a crise imigratória registrada em Ceuta, território espanhol no norte da África, que foi invadido por milhares de imigrantes vindos do Marrocos no fim de julho.

Em entrevista ao canal britânico GB News, Trump disse que foi "muito triste de ver" as imagens da chegada em massa de imigrantes à cidade. "Milhares de pessoas entrando em massa em seu país. Nunca vi nada igual", declarou o presidente americano.

Trump atribuiu a situação a "leis fracas" e à "má gestão" do governo do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez. O republicano afirmou ainda que as autoridades do país "não sabiam o que fazer" diante da entrada em massa de pessoas.

Além da questão migratória, Trump renovou suas críticas ao governo espanhol por causa dos gastos militares. O governo Sánchez tem se recusado a gastar 5% do PIB com gastos em defesa, norma imposta por Trump aos aliados da Otan. "A Espanha será um país arruinado. Tenho problemas com a Espanha porque não está se comportando muito bem em relação à Otan e não paga o que deveria pagar", afirmou.

O presidente americano classificou como "terrível" a posição de Madri e afirmou que outros integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte aceitaram elevar seus gastos com defesa, enquanto a Espanha, segundo ele, se recusa a fazer o mesmo.

A relação entre Trump e o governo de Pedro Sánchez enfrenta atritos também por causa da posição de Madri diante da guerra dos EUA contra o Irã. A Espanha se recusou a autorizar o uso de bases militares em seu território para o abastecimento de aviões de combate americanos envolvidos na guerra.

Trump também tem usado a crise de Ceuta como argumento na campanha para as eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro. O republicano advertiu que uma situação semelhante poderia ocorrer em território americano caso os democratas retornem ao poder.

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