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Israel

Tzipi Livni vence e abre caminho para ser premier

Chanceler israelense ganha as eleições internas do Kadima e pode ser a substituta de Ehud Olmert

A chanceler Tzipi Livni fala a jornalistas antes de votar em Tel Aviv: última governante mulher de Israel foi  Golda Meir | Bernat Armangue/Pool (Israel)/Reuters
A chanceler Tzipi Livni fala a jornalistas antes de votar em Tel Aviv: última governante mulher de Israel foi Golda Meir (Foto: Bernat Armangue/Pool (Israel)/Reuters)

Jerusalém - A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, venceu ontem a eleição interna para suceder o premiê Ehud Olmert no comando do Kadima, partido governista, segundo pesquisas de boca de urna de redes de tevê do país.

As duas pesquisas, divulgadas pelos canais 1 e 10, dão a Livni uma vantagem de ao menos 10% sobre o ministro dos Transportes Shaul Mofaz, seu maior rival. As sondagens indicam ainda que ela conseguiu bem mais que os 40% necessários para vencer no primeiro turno.

A pesquisa do canal 1 deu a Livni 47% dos votos contra 37% de Mofaz. O canal 10 deu a Mofaz o mesmo resultado e Livni apareceu com 49%.

No entanto, ela enfrentará uma série de obstáculos antes de poder substituir Olmert como premier e se tornar a primeira mulher a comandar Israel desde Golda Meir (1969–1974).

O Kadima comanda o governo de coalizão formado por quatro partidos (Kadima, Partido Trabalhista, Shas e Partido dos Aposentados).

O vencedor das eleições de ontem ocupará o cargo de premier se conseguir formar um novo governo com a maioria dos 120 parlamentares do Knesset (Parlamento). Ele terá um período de 42 dias para compor a nova coalizão a partir da data em que for oficializado vencedor pelo presidente israelense, Shimon Peres, o que deve ocorrer hoje.

Caso contrário, novas eleições legislativas serão marcadas para o início de 2009 – mais de um ano antes do previsto.

Olmert, acuado por acusações de corrupção que disse que irá renunciar e planeja continuar as conversas de paz com os palestinos, apoiadas pelos EUA, enquanto Livni tentará formar uma nova coalizão de governo.

Escândalos

Membros do Kadima afirmaram que cerca de metade dos 74 mil afiliados ao partido votaram. As primárias do Kadima foram marcadas após virem à tona escândalos envolvendo Olmert. As duas maiores investigações contra Olmert envolvem suspeitas de recebimento de propina de um empresário americano e desvio de verba de viagens oficiais quando ele era prefeito de Jerusalém e ministro de Indústria e Comércio.

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