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Área do vazamento perto de mina de cobre em Shanghang: ausência de equipamentos adequados complica trabalho de limpeza | AFP
Área do vazamento perto de mina de cobre em Shanghang: ausência de equipamentos adequados complica trabalho de limpeza| Foto: AFP

Golfo do México

Petrolíferas estudam criar fundo

Folhapress

Quatro petrolíferas prometem se unir em um fundo de US$ 1 bilhão para montar um sistema de controle de vazamentos de petróleo nas águas do Golfo do México. O esforço, segundo o New York Times, almeja convencer os EUA a liberar as perfurações no golfo – o governo Obama impôs veto de seis meses nas prospecções por causa do vazamento do poço Macondo, explorado pela British Petroleum, que expôs o despreparo do setor para lidar com extensos derrames ao permitir que um vazamento durasse três meses no Golfo do México, configurando o maior desastre ambiental dos EUA.

O plano deve ser anunciado hoje e envolve Exxon Mobil, Chevron, ConocoPhillips e Shell, mas será aberto a qualquer companhia envolvida em prospecção de petróleo no golfo, incluindo a BP.

O maior vazamento de petróleo conhecido na China já havia mais do que duplicado de volume até ontem, fechando praias no Mar Amarelo e fazendo com que autoridades ambientais dissessem que o espesso petróleo bruto re­­pre­­sen­­ta uma "severa ameaça" à vida marinha e à qualidade da água na região. As pessoas que trabalham na limpeza das praias em Dalian não têm os equipamentos necessários, o que complica a realização da tarefa, embora 40 barcos para o controle do petróleo e centenas de barcos de pesca tenham sido enviados para a área.

"Estive em algumas baías hoje [ontem] e vi que elas estão quase inteiramente cobertas de óleo negro", disse Zhong Yu, funcionária do grupo ambientalista Green­­peace China, que passou o dia de ontem num barco inspecionando o vazamento. "O petróleo é meio sólido e meio líquido e é pegajoso como asfalto", disse ela.

O petróleo se espalhou por mais de 430 quilômetros quadrados em cinco dias, desde que um oleoduto no movimentado porto no nordeste do país explodiu.

Meios de comunicação estatais afirmam que não há mais vazamento no mar, mas não está claro qual foi a quantidade de petróleo que saiu do oleoduto.

O Greenpeace China divulgou ontem fotografias de esteiras de palha de 2 metros quadrados no meio do vazamento, colocadas para absorver o óleo. Zhong disse que é difícil para o Greenpeace China estimar o tamanho real do vazamento e dos danos que está causando.

Mas uma autoridade marítima da cidade de Dalian, onde o porto está localizado, já advertiu sobre os danos ambientais, e pelo menos uma pessoa morreu du­­rante as tentativas de limpeza. Zhang Liang, um bombeiro de 25 anos se afogou na terça-feira quando uma onda o derrubou de uma embarcação, informou a agência de notícias Xinhua. Ou­­tro homem que também caiu foi resgatado.

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