“É de pequenino que se desentorta o pepino”. A verdade contida nesse ditado – que basicamente faz referência à necessidade de educar as crianças, vez que elas ainda estão formando suas personalidades, assimilando valores – foi muito bem compreendida por Rousseau, um dos patronos da mentalidade revolucionária, e muito bem absorvida pelos movimentos políticos de esquerda: aqueles que acham que são especiais o bastante para, uma vez no poder, imporem a todos o que consideram certo e errado. Pois bem, “desentortar o pepino”, para essas pessoas, significa libertar crianças e jovens do jugo de seus pais, que, se não foram “desentortados” a tempo, ainda estarão apegados a ideias retrógradas, conservadoras, caretas, incompatíveis com o tipo de sociedade que querem construir. Ou seja, a autonomia dos pais na educação dos filhos deve ser tolhida (eliminada, se possível, como no caso da família norueguesa cujos pais perderam a guarda dos filhos por serem muito religiosos). Flavio Gordon narra e comenta o surgimento da ideia de distanciar pais e filhos, lá com Rousseau, até o atual e fabricado “conflito de gerações”.
Plano em curso: “Maquiavel Pedagogo”
Ora, se não é boa ideia deixar a educação dos filhos sob a batuta dos pais, quem desempenhará o protagonismo na tarefa de educar? Por óbvio, os professores, mas não aqueles que reproduzem um modelo tradicional de educação, e sim os já devidamente formatados na mentalidade revolucionária. E, não duvide, há tempos eles são maioria. Resta a dúvida: quem determinou o discurso praticamente homogêneo que as escolas repetem? É uma longa resposta, que não cabe num parágrafo, e que precisaria descrever o longo processo de ocupação do ambiente escolar e acadêmico, bem como o perfil e objetivos das entidades que o fizeram. Mas uma parte dessa resposta encontramos em “Maquiavel Pedagogo”, de Pascal Bernardin, que Rafael Falcón comenta neste artigo. Lavagem cerebral é a chave para entender o fenômeno.
O resultado: democratizamos a burrice
Abra a Constituição no artigo 205 e você descobrirá que o Estado brasileiro entende que educação é seu dever, em “conjunto” com a família, e que sua função é “desenvolver plenamente” a pessoa (tão vago, que será o próprio Estado que dirá o que isso significa no caso concreto), formar o “cidadão” (o “novo homem”, como queria Rousseau), e qualificá-lo para o mercado de trabalho. E é isso aí. Acontece que ler Camões e Dante, Platão e Aristóteles, ter lições de gramática à exaustão, aprender a interpretar textos, decorar poemas e discursos, estudar latim e grego, aprender equações complexas, buscar fontes primárias para o estudo de história, nada disso ajuda a talhar um minirrevolucionário, e é desnecessário para a formação do trabalhador, que fará a economia girar. Desse modo, o esforço da educação formal será o de disseminar os valores da agenda da Unesco (vide artigo anterior) e manter o mercado abastecido de profissionais. E é graças a essa mentalidade medíocre, que grudou como carrapato nas faculdades de pedagogia e demais cursos de licenciatura no Brasil, que a qualidade do ensino no país despencou. João Batista Oliveira comenta o resultado da avaliação do Pisa, mostrando que nossos melhores alunos estão no nível dos medianos de outros países.
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