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Coluna do leitor

Feriado 1

Mesmo não sendo feriado, o Dia da Consciência Negra é um momento de reflexão sobre como a sociedade brasileira vê, pensa e trata sua população descendente dos negros escravizados por mais ou menos 340 anos. Será que nossa sociedade atual seria menos pobre, desigual, violenta e intolerante se em 1888 tivesse dispensado aos negros libertos as mesmas oportunidades que ofereceu aos imigrantes? Se observarmos quantos de nossos vizinhos, colegas, amigos e parentes são afrodescendentes, será que esse número corresponde ao porcentual de curitibanos negros?

Paulo Rolando de Lima, arquiteto, professor da UTFPR

Feriado 2

Que bom que o STF enterrou de vez esse feriado insólito. Intrigante é a reação do digníssimo presidente da Câmara de Curitiba, que afirmou que "quem fala em nome da cidade é a Câmara. É ela que representa o povo, não o poder econômico". Na hora de organizarem suas campanhas, eles contam com o poder econômico; aliás, o que seria deles sem os impostos recolhidos pelo poder econômico? Para quem não produz nada, e em nada contribui para a geração de renda, a vida deve ser um eterno feriado mesmo.

Paulo Lugli

Feriado 3

É lamentável que um professor universitário, Luiz Carlos Paixão da Rocha (Gazeta, 19/11), pregue em seu artigo a Lei de Talião. Já que a escravidão da raça negra teve motivação econômica, então seria justo um feriado que economicamente prejudique industriais, comerciantes e comerciários? O professor também se mostra desatualizado sobre quem realmente foi Zumbi dos Palmares. Dezenas de historiadores já desmistificaram a imagem construída por escritores marxistas entre as décadas de 50 a 80. Zumbi, como qualquer outro grande guerreiro da época, possuía seu séquito de escravos e vez por outra vendia escravos aos portugueses.

Luiz César Busch Ziliotto

Mensalão 1

Causa espécie ver o cinismo que alguns políticos demonstram quando o Poder Judiciário lhes aplica punições, alegando inocência, contra todos os fatos e provas, tudo apurado após processo dotado da mais ampla (quase infindável) defesa. Mas o que é pior, e assusta, são pessoas comuns (talvez por serem do mesmo partido) saírem em defesa desses políticos, dispostos até a agressões físicas e verbais, como se a honestidade e a honra nada valessem.

Flávio Nunes Ribeiro

Mensalão 2

Ao saber do "abraço-assinado" de apoio a José Genoino, fiquei estarrecido quando vi nomes como Chico Buarque, Fernando Morais, Luís Nassif, Paulo Henrique Amorim e Nelson Jobim, não contando a caterva do PT, o subscrevendo. Mas a minha indignação maior foi contra um colunista (Gazeta, 17/11), cujo pai admiro e foi um dos maiores escritores brasileiros. No domingo, ele escreveu: "Prevejo duas coisas: uma que, quando exumarem esse processo do mensalão, daqui a alguns anos, (...) descobrirão traços de veneno, injustiças e descalabros que hoje não dão na vista ou são ignorados". O colunista foi contra todo o processo julgado em quase oito longos anos pelo STF, com provas indubitáveis e incontestáveis!

Acir Stanislawczuk, advogado

13.º salário

A Câmara de Curitiba deveria entrar em consenso a respeito do 13º salário dos vereadores. O fato de só alguns deles devolverem o 13º (Gazeta, 19/11) resulta em demagogia. Apesar das adversidades da Casa, todos devem ser coerentes com a lei. Nessa disputa, quem sai perdendo é sempre o povo, que acredita que seu vereador age corretamente.

Luciano Atamanzuck

Reajustes

O reajuste a defensores (Gazeta, 18/11) diz respeito somente às perdas do ano de 2013. Todavia, os salários do pessoal da Defensoria Pública estão congelados desde 2011, data da sua criação. E de lá para cá o Executivo concedeu aos seus servidores reajustes em 2011 e em 2012, o que já demonstra o tratamento desigual que os defensores recebem do governo estadual.

José Charo

Munição

O valor das munições nacionais é absurdo, pois não há concorrência no Brasil, e as empresas podem cobrar o que bem entenderem. E a lei não os proíbe; ao contrário, lhes dá um poder absurdo em todo o território nacional. Se a importação fosse liberada para as polícias Militar e Civil, forçosamente o preço das munições brasileiras cairia em até 50%. Mas, como se vê, o controle e o poder das empresas nacionais são muito grandes. Será que alguém está ganhando alguma coisa com isso?

Edison Bindi, São José dos Pinhais – PR

Bafômetro

Parece que os vereadores de Curitiba têm muito pouco o que fazer. Essa proposta de teste de bafômetro para os motoristas de ônibus da capital, se não fosse uma iniciativa hilária, poderia ser considerada trágica. Que tal acrescentar a essa proposta também um teste de bafômetro para os próprios vereadores? Talvez assim pudéssemos ver alguma iniciativa verdadeiramente consistente no Legislativo municipal.

Honorino Luiz Colla

Rússia

Sobre a reportagem "Estrada mostra parte da Rússia abandonada pelo Estado" (Gazeta, 18/11), vejo com tristeza sempre se reportarem à Rússia com imagens negativas. Estive naquele país recentemente e há muitas coisas positivas implantadas na época da URSS que ninguém conhece por puro preconceito ideológico. Basta ir a Moscou ou São Petersburgo e andar no metrô para se constatar de forma indiscutível uma qualidade muito melhor do que aqui.

Adriano Andrade

Foro de agricultura

Parabéns à Gazeta do Povo e ao Consejo Agropecuario del Sur pela realização do Foro Agricultura. O mundo está precisando de coisas sérias, que defendam a humanidade. E a mídia tem um poder fantástico no sentido de conscientizar a população.

Reinaldo Gabardo

Dia da Bandeira

Ontem foi o Dia da Bandeira. Nacional. Não a bandeira de um time, nem a bandeira vermelha com estrela, foice e martelo, como ideólogos do poder gostariam que fosse. O Dia da Bandeira é um dia para se ter consciência da escuridão dos valores da pátria, onde o verdadeiro chefe da quadrilha não foi preso e ainda reina. Tenho vergonha disso, mas sinto orgulho da nossa bandeira, e da nossa nação, que ainda está acordando.

Fernando Bitencourt Vargas, pianista

Violência

Visivelmente o aumento dos gastos em policiamento não tem melhorado a sensação de segurança nas ruas. O medo faz parte de uma geração que se tranca em condomínios fechados e tem como lazer ir ao shopping por questões de segurança. Temos de trabalhar com as crianças e jovens para evitar que se tornem criminosos.

José Ricardo Morato

Meio ambiente

Numa mesma edição da Gazeta do Povo li uma matéria a respeito de mais uma invasão ao Instituto Royal para libertar 300 camundongos e outra sobre a destruição de uma área na Amazônia correspondente a 3% do estado do Paraná. Com a derrubada da mata, houve também a destruição de rios e a morte de milhares de animais de todos os tamanhos. Onde estavam os libertadores de ratos que não defenderam nossa fauna e flora?

Egor Webster

Corrente Cultural

Espero que alguma ONG faça o cálculo de quantos quilômetros de ciclovia, recuperação de asfalto ou de calçadas poderiam ter sido feitos com o dispêndio inútil de dinheiro do povo feito para a realização da Corrente Cultural. Evento de graça com artistas desconhecidos ou decadentes para um público que tem condição de pagar ingresso. Desculpa para encher a cara na "Praia" Espanha, cujos moradores da redondeza têm de aguentar a música de gosto duvidoso e o trânsito caótico, além da grama e flores destruídas (de novo).

Victor Bonetto de Sá Barreto

Pichação 1

Pichadores não ligam para multas, até porque eles não as pagam! Os marginais são "de menor" e o poder público os afaga. O que resolve é educação e repressão, independentemente da idade.

Mauro Majczak

Pichação 2

Infelizmente, existem duas formas de sermos respeitados. Pela educação, que seria a ideal, e pela punição, que é o único recurso para ser usado contra esses marginais que picham a cidade. As multas deveriam ser, pelo menos, de dez vezes os prejuízos causados pelos pichadores, acrescidos do ressarcimento aos proprietários.

Antonio Carlos Wanderley

Cartórios

Gostaria de saber por que o TJ-PR não dá prosseguimento ao concurso de cartórios, suspenso em 2012. Embora o CNJ tenha mandado dar prosseguimento com urgência, até o momento o TJ não se pronunciou. Mais de 4 mil se inscreveram no ano passado e estão aguardando.

Juraci Ferraz de Oliveira

"Glasnost"

Sobre a operação internacional de combate à pedofilia que prendeu sete pessoas no Paraná (Gazeta, 19/11), o termo russo glasnost não significa transparência, mas publicidade. Foi o nome da política de abertura e transparência implementada por Gorbachov na URSS na década de 1980, mas o termo em si não significa exatamente transparência. E, entre abertura e transparência, está mais próximo de abertura.

Alvaro Antunes

Faixas exclusivas

Acredito que poucas pessoas acharão ruim a implantação de faixas exclusivas para ônibus em Curitiba. O processo de ir e vir seria mais rápido, desafogaria o trânsito quase intransitável de Curitiba. Com o fluxo mais rápido, os ônibus chegariam antes aos seus respectivos pontos. Porém, espero que isso não dê brechas para que a frota de ônibus pare de crescer ou que o valor da passagem aumente.

Francielli Delattre

Rodoviária

O usuário da Rodoviária de Curitiba deveria procurar o Procon. É uma vergonha o trato com o usuário do sistema, que paga nas passagens uma taxa de embarque. Esse "fusca" que está em reforma vai continuar servindo para quatro passageiros e nada mais.

Ademilson Becker

Duplicação

O governo estadual vem com essa história de duplicação da PR-323 (Gazeta, 19/11) justamente no ano que antecede a eleição. Para onde vai a montanha de dinheiro arrecadado com impostos? E com certeza vão iniciar as obras no período de campanha eleitoral. Fico na torcida para que a duplicação saia do papel, mas só acredito vendo.

Roberto Ishii

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