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É com imensa felicidade e satisfação que leio matérias como a entrevista com o promotor Mateus Bertoncini (edição do dia 28/5), referente à vontade de se combater a corrupção. Esse tipo de posicionamento adotado pelo promotor mostra que não existem somente pessoas que agem como sanguessugas na máquina estatal, mas pessoas de boa índole que buscam soluções para os vários problemas que temos enfrentado na questão jurídico-política atualmente.

Renan Lúcio MouraCuritiba – PR

Promotor 2

O redator que transcreveu a entrevista do promotor Mateus Bertoncini (edição de 28/5) malbaratou a Língua Portuguesa quando escreveu "mau baratamento" no sentido presumível de ato de malbaratar os recursos públicos. Como o termo "malbaratamento" também não existe na língua pátria (ao menos não se encontra nos dicionários), poderia ter sido grafado entre aspas, seguido de (sic), dando a entender que a falha cabia ao entrevistado. Promotores, magistrados e advogados, aliás, são contumazes nesse tipo de estrepolia lingüística.

Pedro FrancoCuritiba – PR

Méritos

A Polícia Federal e o Ministério Público estão cumprindo eficientemente as suas funções, investigando, instaurando inquéritos e denunciando os dilapidadores dos cofres públicos. De resto, o Judiciário, a quem cabe julgar, absolve ou condena, conforme a lei. Se a lei não está conforme a realidade dos dias que correm, cabe ao Congresso Nacional fazer a sua parte, votando leis compatíveis com a realidade social de hoje. O que não se pode é a sociedade, passivamente, assistir aos larápios avançarem sobre o erário com a voracidade de ataques de formigas saúvas sobre as plantações. Como bem o diz o refrão: "Ou se acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil".

Mario PallaziniSão Paulo – SP

Casamento

Concordo que muita gente abusa e estraga a solenidade do casamento com músicas, filmagens e até roupas inadequadas (reportagem de 25/5). Mas acho que o rigor com que a Arquidiocese de Curitiba está acenando é exagerado.

Luciana Oliveira Gomes, universitáriaCuritiba – PR

Idosos

Segundo li na Gazeta do Povo, o Fórum Global de Envelhecimento e Aposentadoria do Grupo HSBC publicou estudo sobre o Futuro da Aposentadoria. Entretanto, no Brasil, ao contrário do resto do mundo, pessoas com mais de 50 anos são descartadas pelas empresas com convites para se aposentar ou plano de demissão voluntária, a fim de que sejam contratadas pessoas mais novas com salários mais baixos, a pretexto de reduzir os custos. A partir dos 40/45 anos já se torna difícil arrumar emprego. Assim sendo, de que adianta sentir-se em forma, com disposição e saúde?

R. Pereira, aposentadoCuritiba – PR

Pedágio

Li o artigo do sr. Fernando Klein Nunes sobre o pedágio (24/5) e concordo com suas opiniões. Sou acadêmica de Direito e viajo todo dia para estudar, usando o trecho pedagiado pela Caminhos do Paraná entre Lapa e Araucária. No dia 12/4, tive meu carro avariado ao passar sobre um cachorro morto na Rodovia do Xisto. Parei no pedágio e informei o ocorrido. Deram-me a relação de documentos a preencher e enviar, pelo correio, para a matriz. Fiz tudo como mandaram e até agora não tive nenhuma resposta. É uma falta de respeito com o usuário. Para usar a rodovia tenho de pagar na hora, mas quando acontece algum acidente por culpa da concessionária, há protelação. Será que terei de entrar com uma Ação de Indenização contra a concessionária para ter meus direitos respeitados?

Bianca Ribas, universitáriaLapa – PR

Morte

O caso da idosa morta em acidente nada mais é do que um resumo do nosso país. A culpa não é do motorista, que muitas vezes trabalha com horários apertados, sobre intensa cobrança e um salário de miséria. A culpa não é do município que possui um sistema de transporte público de primeiro mundo, a ponto de mal receber reclamações dos usuários. A culpa não é do estado que repassou a verba para o município conforme o combinado. Então só nos resta um culpado: a aposentada Janete de Melo que se esqueceu que não moramos em um país para idosos. Por baixo de todo jogo de empurra-empurra e investigações, sempre fica escondida, tímida e temerosa, a máxima de nossa Constituição: o direito à vida.

Julio ZanellaCuritiba – PR

Sacolas plásticas

A iniciativa de restringir o uso de sacolas plásticas no comércio é bem-vinda. O uso de sacolas ecológicas que se desintegram rapidamente na natureza parece ser interessante. Acredito que ainda não seja a solução. As sacolas de pano, que podem ser lavadas pelo cliente inúmeras vezes, será um transportador de ácaros e doenças de casa para o comércio e vice-versa. As sacolas oxi-biodegradáveis são feitas a partir do petróleo. Com a adição de catalisadores, elas sofrem decomposição mais rápida na natureza. Parece perfeito. Entretanto, após sofrerem a desejada decomposição pela ação de microorganismos, emitem dióxido de carbono na atmosfera, além de água e material orgânico. Se fosse uma sacola feita a partir da biomassa, e não do petróleo, teríamos uma sacola renovável. Não é o caso. Estamos adiantando a emissão de CO2 não-renovável na atmosfera. O ideal seria que o consumidor utilizasse sacolas plásticas mais resistentes, maiores e renováveis, com emissão neutra de CO2, e as reutilizassem por mais vezes.

Emilio Hoffmann Gomes Neto, engenheiro eletricistaCuritiba – PR

Pracinha do Batel

"Nunca vi nada mais ridículo do que esta discussão sobre a abertura da Pracinha do Batel. É óbvio que o fluxo do trânsito em Curitiba necessita sempre de up grade e algumas coisas devem ser sacrificadas pelo bem coletivo. O importante aos que acham que existem tecnologias disponíveis que tragam o financiamento para tanto. Não precisamos de políticos e oportunistas de plantão."

Mauro FregoneseCuritiba – PR

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