O Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR) emitiu nota nesta terça-feira (19) em que chama de “levianas, sem embasamento científico e com fulcro eleitoreiro” as declarações do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) de que a “culpa da crise no Brasil é dos economistas e seus planos fracassados”. A afirmação de Bolsonaro foi dada em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, na quarta-feira da semana passada (13). O candidato buscava dizer que seu reconhecido desconhecimento de economia não é impeditivo para que possa fazer um bom governo.
Na entrevista, o candidato culpou economistas por uma série de crises pelas quais o país passou. “Dilma [Rousseff] entendia [de economia] e olha a situação a que chegou o Brasil”, disse Bolsonaro. Também citou Pérsio Arida, que foi secretário de Coordenação Econômica do ex-presidente José Sarney e um dos criadores do Plano Real; e Zélia Cardoso de Mello, ministra da Economia do governo Fernando Collor.
Para Corecon, Bolsonaro demonstra “total desconhecimento”
O Corecon-PR reagiu às manifestações de Bolsonaro. “Dirigir-se a uma categoria de suma importância para o crescimento e desenvolvimento econômico de maneira acachapante demonstra o total desconhecimento do pré-candidato a respeito das atividades exercidas pelo profissional economista. Misturar políticas econômicas heterodoxas e ortodoxas de planos para recuperar a economia,sem estudar o ambiente de cada cenário, é obtuso”, diz a nota. “É lastimável que a irresponsabilidade do pré-candidato, em uma situação de crise combinada com as eleições, possa estimular uma conclusão imprecisa.”
O Conselho ainda defendeu os economistas, afirmando que sua formação é “ampla e consistente” e permite que ele faça “projeções futuras e planejamento de ações que corrijam rumos e/ou solucionem problemas econômicos e seus efeitos sociais presentes e latentes”. “É justamente pela falta de envolvimento de economistas que o Brasil chegou a esta lamentável situação”, diz a nota.
FIQUE POR DENTRO: Todas as notícias sobre as eleições de 2018
A íntegra da nota do Corecon-PR
“Referente à entrevista concedida a este meio de comunicação, o Conselho Regional de Economia da 6.ª Região PR – Corecon-PR vem respeitosamente manifestar-se de forma contrária ao exposto pelo pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro.
Foram afirmações levianas, sem embasamento científico e com fulcro eleitoreiro. Dirigir-se a uma categoria de suma importância para o crescimento e desenvolvimento econômico de maneira acachapante demonstra o total desconhecimento do pré-candidato a respeito das atividades exercidas pelo profissional economista. Misturar políticas econômicas heterodoxas e ortodoxas de planos para recuperar a economia,sem estudar o ambiente de cada cenário, é obtuso.
Assim, é legítimo afirmar que a formação do Economista é ampla e consistente, permitindo ao Economista atuar com segurança em projeções futuras e planejamento de ações que corrijam rumos e/ou solucionem problemas econômicos e seus efeitos sociais presentes e latentes.
É justamente pela falta de envolvimento de economistas que o Brasil chegou a esta lamentável situação.
É lastimável que a irresponsabilidade do pré-candidato, em uma situação de crise combinada com as eleições, possa estimular uma conclusão imprecisa como a matéria deste valoroso jornal em sua edição de 13/06/2018, que ataca as habilidades de uma categoria profissional.
O Corecon-PR ratifica o papel do profissional economista como fundamental para contribuir a fim de almejarmos o progresso tão necessário para o Brasil.
Conselho Regional de Economia 6ª Região PR.”
Trump barra novos projetos de energia eólica nos EUA e pode favorecer o Brasil
Brasileiro que venceu guerra no Congo se diz frustrado por soldados que morreram acreditando na ONU
Não há descanso para a censura imposta pelo STF
Tarcísio ganha influência em Brasília com Hugo Motta na presidência da Câmara
Deixe sua opinião