| Foto: Ricardo Stcukert/Divulgação e Gabriel a Korossy/Agência Câmara

O ex-presidente Lula retoma suas viagens ao Brasil nesta semana, enfrentando a fase mais difícil de suas caravanas, no Rio de Janeiro, domicílio eleitoral do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). A equipe petista vai ao estado preparada para a possibilidade de enfrentar hostilidades.

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Em sua chegada ao Sudeste, Lula terá de administrar boas notícias, com o resultado da pesquisa Datafolha, mas também se prepara para mais um capítulo do julgamento do caso do Tríplex no Guarujá (SP), que pode ter um desfecho em breve e pode tirar Lula da corrida eleitoral.

No final de semana, números do Datafolha apontaram a liderança de Lula na disputa eleitoral presidencial e o distanciamento de Bolsonaro, na segunda posição. A intenção de voto no petista variou de 34% a 37% contra percentuais entre 22% e 17% para o deputado, dependendo da combinação de adversários. 

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No Sudeste, porém, as intenções de voto em Lula são menores e a vantagem de para Bolsonaro é de apenas seis pontos porcentuais - 27% a 21%, segundo o Datafolha.

A pesquisa também aponta que o cenário com maior intenção de votos é na hipótese de Lula não disputar a eleição. Bolsonaro herdaria eleitores do petista e teria um quinto das intenções de voto. 

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Roteiro inclui cidades menores e termina na capital

Lula chega ao sudeste na terça-feira (5), e vai percorrer Campos de Goytacazes, Maricá, Itaboraí, Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu, para na sexta-feira chegar à capital do Estado, onde participará de “Encontro com intelectuais”, seguido de “Ato em defesa da educação”.

É no Rio que os eleitores de Bolsonaro, consolidado como o principal oponente de Lula até o momento, podem tensionar a manifestação. Na segunda-feira (4), Lula passa por Vitória (Espírito Santo), onde também não contará com recepção do governador, Paulo Hartung. 

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 Mesmo com a possibilidade de confrontos e da situação de Lula e do PT serem menos favoráveis no Sudeste do que no Nordeste, a terceira etapa da caravana passará pelo estado de Bolsonaro para tentar conter o avanço do principal oponente de Lula neste momento. 

A percepção de que o jogo político agora está entre Lula e Bolsonaro, nos extremos do espectro político, pode ajudar os petistas. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), comentou os resultados da pesquisa Datafolha neste final de semana e afirmou que Lula será a opção oposicionista ao presidente Michel Temer. Com esse discurso, o PT pode tentar reunir em Lula votos de centro-esquerda. 

"É importante deixar claro que Lula não tem unanimidade. Os contrários ao Lula migram para Bolsonaro porque veem que ele é o candidato que combate Lula que hoje tem mais condições de ganhar. Querem ser um eleitor útil", afirmou a senadora.